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Dois naufrágios deixam 250 imigrantes desaparecidos no Mediterrâneo

RIO — Cerca de 245 imigrantes estão desaparecidos e podem ter morrido em dois naufrágios de embarcações clandestinas no Mediterrâneo. No domingo, 163 pessoas sumiram quando um barco afundou na costa líbia — e, posteriormente, uma mulher e seis homens foram resgatados pela guarda costeira. Outras 82 estavam desaparecidas e temia-se que tivessem morrido numa longa e arriscada travessia dentro de uma lancha de borracha, que transportava 132 pessoas. Cerca de 50 sobreviventes foram resgatados e levados a Pozzallo, na Sicília.

O número de embarcações que partem da Líbia vem aumentando à medida que sobem as temperaturas e melhoram as condições do mar, explica a ONU. Muitas das pessoas que se arriscam nestas perigosas jornadas são imigrantes africanos, que tentam fugir de perseguições políticos e buscam uma vida melhor na Europa.

No total, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) estima que, apenas neste ano, mais de 1,3 mil pessoas tenham desaparecido na rota do Norte da África à Itália. Acredita-se que tenham morrido. Neste mesmo período, cerca de 43 mil imigrantes e solicitantes de asilo já chegaram ao território italiano.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU que monitora os movimentos migratórios, disse, por sua vez, que mais de 190 imigrantes perderam a em dois naufrágios.

Além disso, as autoridades espanholas afirmaram que cerca de 300 imigrantes haviam tentado cruzar na terça-feira a fronteira que separa o enclave de Melilla, no Marrocos, e o território espanhol. Muitos dos imigrantes lançaram pedras e objetos contra a polícia. Os agentes de segurança conseguiram impedir a passagem da maioria, mas cerca de 100 pessoas conseguiram ultrapassar as barreiras.

Três policiais e três imigrantes ficaram feridos. Um dos policiais teve a mão lesionada por um dos ganchos usados pelos imgirantes para escalar a barreira.

A última tentativa de entrada em massa em Melilla ocorreu em outubro de 2016, quando uma centena de migrantes africanos conseguiram cruzar a tripla cerca fronteiriça, de 12 quilômetros de comprimento.

A cada ano, milhares de imigrantes de países subsaarianos tentam entrar na Espanha através dos seus enclaves no Norte da África, as cidades de Ceuta e Melilla. Os que conseguem entrar se dirigem a centros de acolhimento temporário para imigrantes. Depois, podem ser repatriados ou ficam em liberdade.

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