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Eleição municipal na França testa força da extrema direita antes do pleito presidencial

Por Ingrid Melander e Layli Foroudi

PARIS, 15 Mar (Reuters) - Os eleitores franceses foram às urnas neste domingo para eleger seus prefeitos, em uma votação acompanhada de perto e vista como um teste da força da extrema direita e da resistência dos partidos tradicionais antes da eleição presidencial do próximo ano.

Os prefeitos lideram quase 35.000 municípios no país, desde grandes cidades até vilarejos com apenas algumas dezenas de habitantes. Os resultados locais podem moldar o ímpeto nacional, especialmente tão perto de uma eleição presidencial, que as pesquisas de opinião mostram que o Reunião Nacional (RN), de extrema direita, pode potencialmente vencer.

A votação termina às 17h (horário de Brasília), com resultados preliminares sendo divulgados logo em seguida. Em muitas cidades de médio e grande porte, haverá um segundo turno em 22 de março.

O RN, anti-imigração e eurocético, tem lutado para obter ganhos significativos nas eleições municipais. Com candidatos em várias centenas de municípios, o partido espera mostrar popularidade crescente e marcar algumas grandes vitórias que possam impulsionariam sua campanha presidencial.

"Se o povo de Marselha fizer uma escolha corajosa (...) isso encorajará e esclarecerá os franceses sobre a escolha que farão no próximo ano", disse à Reuters Franck Allisio, candidato do RN na segunda maior cidade da França.

Allisio está empatado nas pesquisas do primeiro turno com o atual prefeito socialista Benoit Payan, proporcionando ao RN uma chance antes impensável de chegar ao poder em uma grande cidade francesa.

Em uma seção eleitoral em Marselha, o trabalhador da construção civil Serge disse não estar preocupado nem esperançoso com o RN.

"Eles não são piores do que os outros. Isso não vai mudar nada. Nada muda, e esse é o problema", disse o homem de 61 anos, que não quis dar seu sobrenome, acrescentando que a segurança é uma prioridade para ele nesta eleição.

Pesquisas de opinião mostram que a segurança é a principal prioridade dos eleitores, em linha com o foco do RN na lei e na ordem.

Uma questão fundamental é saber quais alianças o RN fará com outros partidos entre os dois turnos e se essa eleição quebrará décadas de tradição de evitar a extrema direita.

A esquerda se saiu bem em toda a França nas últimas eleições municipais de 2020. Agora ela está enfraquecida em nível nacional. Será observado de perto se ela conseguirá manter Paris, bem como algumas das cidades que ganhou da última vez, como Nantes e Estrasburgo.

Outra questão importante é se os principais partidos de esquerda farão alianças entre os dois turnos com o partido de extrema esquerda França Insubmissa (LFI).

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