Um tribunal da Espanha condenou nesta sexta-feira a 20 anos de prisão uma auxiliar de enfermagem do hospital de Alcalá de Hernares, na província e comunidade autónoma de Madri, pelo assassinato de uma mulher de 86 anos em 2017.
Segundo o UOL, o caso da mulher foi submetido a júri popular, que a considerou culpada por ter injetado gás nas veias da idosa e causado a morte da mesma.
A sentença proferida pela Audiência Provincial de Madri, e que foi divulgada nesta sexta-feira, exclui totalmente a possibilidade de que o fato tenha se tratado de um acidente devido à alta quantidade de gás detectada no corpo da vítima.
O tribunal também considerou provado que a condenada se aproveitou da falta de defesa "praticamente absoluta" da vítima devido à sua idade, seu estado de saúde e sua incapacidade visual.
Pelo dano moral causado, a condenada deverá pagar 40 mil euros de indenização a um irmão da vítima, que cuidava dela e com quem mantinha uma estreita relação, além de 3 mil euros a outro irmão, com quem quase não se relacionava.
O tribunal declarou também a responsabilidade civil direta da entidade seguradora Societé Hospitaliere Assurances Mutuelles da Espanha, embora a apólice assinada excluísse a cobertura de atos dolosos, e a responsabilidade civil subsidiária do Serviço Madrilenho de Saúde, responsável pela saúde pública regional.
A mesma enfermeira já tinha sido acusada anteriormente, quando em 2015 uma paciente foi vítima de uma "morte de natureza homicida", dada a quantidade de ar encontrada em seu sistema circulatório. No entanto, nessa ocasião, o júri considerou que faltava provas para condená-la.
Além disso, o júri também disse que faltavam provas para provar que em 2013 a mesma enfermeira tentou matar outro paciente que sofreu uma embolia gasosa e sobreviveu.

