RIO DE JANEIRO, 8 Abr (Reuters) - O Brasil tem tradição em respeitar contratos, mas "surpresas" relacionadas a mudanças fiscais nos últimos anos fizeram o risco para investimentos subir, disse a presidente da Equinor no Brasil, Veronica Coelho, ao discursar em evento no Rio de Janeiro nesta quarta-feira.
A executiva não detalhou quais as mudanças fiscais a que se referia. Mas o Brasil instituiu um imposto de exportação de petróleo via medida provisória no mês passado como parte de um pacote de medidas que visa atenuar os efeitos de uma disparada de preços internacionais de combustíveis no país.
Também presente no evento, o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto, afirmou também em discurso que a taxa de exportação de petróleo impacta negativamente análises econômicas de investimentos no país.
O Brasil também taxou as exportações de petróleo via medida provisória em 2023 por um período de quatro meses.
"Respeito aos contratos é nossa tradição, mas ao longo dos últimos anos a gente tem tido algumas surpresas e mudanças fiscais aqui, que fazem esse risco subir e, portanto, tomadas de decisão de novos investimentos mais difíceis", disse Coelho, ao participar de uma mesa de discussões no evento Latam Energy Week.
A executiva citou que a Equinor lidera importantes investimentos no Brasil, como o campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, e o projeto de gás Raia, no pré-sal da Bacia de Campos, dentre outros.
(Por Marta Nogueira, Fabio Teixeira e Rodrigo Viga Gaier; edição de Roberto Samora)



