Por Harold Isaac
PORTO PRÍNCIPE, 8 Abr (Reuters) - O conselho eleitoral do Haiti (CEP) disse na quarta-feira que estava adiando o registro de eleitores que deveria ter começado em 1º de abril, acrescentando que em breve anunciaria novas datas para o registro para a primeira eleição presidencial do país em uma década.
O CEP programou anteriormente o primeiro turno das eleições presidenciais no país mais populoso do Caribe para 30 de agosto, com um segundo turno em dezembro.
No entanto, uma deterioração de longa data nas condições de segurança, que forçou mais de 1,4 milhão de pessoas -- cerca de 12% da população -- a deixar suas casas, lançou dúvidas sobre a capacidade do governo de realizar uma votação livre e justa.
O presidente do CEP, Jacques Desrosiers, disse à Reuters que o atraso se deveu a uma questão legal ligada ao novo governo do primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé, e que o governo deve agora emitir um novo decreto que pode atrasar o processo.
Desrosiers afirmou que se o novo decreto for emitido a tempo, as eleições ainda poderão ser realizadas até o final deste ano.
O Haiti não realiza eleições desde 2016. Seu último presidente, Jovenel Moise, foi assassinado em 2021, depois de adiar a votação. Governos sucessivos foram encarregados de realizar uma eleição, mas adiaram repetidamente, alegando preocupações com a segurança.
Gangues armadas violentas, em grande parte agrupadas em uma ampla aliança conhecida como Viv Ansanm, assumiram o controle da maior parte da capital Porto Príncipe, onde vive mais de um quarto da população, e consolidaram seu domínio nos últimos anos.
(Reportagem de Harold Isaac e Sarah Morland)



