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Imprensa internacional aponta que Irã recebeu proposta dos EUA, mas que não aceitou termos

O Irã rejeitou publicamente a proposta de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com um porta-voz militar afirmando ao New York Times que os norte-americanos estavam "negociando entre si". Ao mesmo tempo, a emissora estatal iraniana em inglês IRNA citou um funcionário anônimo que rejeitou o plano dos EUA e apresentou uma contraproposta.

A Al Jazeera citou uma fonte diplomática de alto escalão de Teerã, que afirmou que o governo recebeu o plano de 15 pontos dos Estados Unidos, mas o descreveu como "extremamente maximalista e irracional".

Representantes do Paquistão, que teriam entregue o plano americano ao Irã, disseram à Associated Press que se tratava de uma proposta de 15 pontos, que incluiria o alívio das sanções contra o Irã, o desmantelamento do programa nuclear iraniano, a restrição do uso de mísseis e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Axios publicou que não está totalmente claro o quanto da posição iraniana é apenas uma demonstração de força e o quanto representa um fechamento definitivo das negociações. Um funcionário americano disse ao veículo que o governo Trump ainda não havia recebido nenhuma mensagem oficial do Irã rejeitando a oferta.

O "presente" que Trump disse na terça-feira que o Irã deu a Washington foi permitir a passagem segura de vários navios-tanque de combustível pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, segundo um alto diplomata árabe e um funcionário norte-americano disseram ao The Times of Israel . Ao tentar explicar sua decisão de buscar negociações com o Irã, Trump disse a repórteres que Teerã "fez algo incrível ontem - nos deu um presente no valor de uma quantia enorme de dinheiro que chegou hoje".

Enquanto isso, o Canal 12 de Israel, citando uma fonte ocidental, publicou que Motjaba Khamenei, filho do aiatolá morto no começo do conflito Ali Khamenei e indicado à liderança do país persa, está vivo e envolvido na tomada de decisões no Irã.

Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou uma intensificação dos ataques contra Teerã nas próximas 48 horas, sob receio de que os EUA possam anunciar um cessar-fogo a qualquer momento, conforme o New York Times . Já o Irã ameaçou atuar no Estreito de Bab El-mandeb, se os EUA tentarem tomar a região de Ormuz.

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