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Inauguração do Parlamento britânico é marcado para a próxima quarta-feira

LONDRES — A líder da Câmara dos Comuns do Reino Unido, Andrea Leadom, anunciou nesta quinta-feira que o novo Parlamento será aberto na próxima quarta-feira, dia 21. O anúncio sinaliza que a primeira-ministra, Theresa May, fechou ou está perto de fechar um acordo com o Partido Democrático Unionista da Irlanda do Norte (DUP, na sigla em inglês) para garantir a governabilidade.

— O governo acordo com o Palácio de Buckingham que a inauguração do Parlamento acontecerá no dia 21 de junho de 2017 — anunciou Andrea.

Na abertura do Parlamento, a rainha Elizabeth II lerá um discurso preparado pelo governo, descrevendo as prioridades para o ano. O anúncio sinaliza confiança de que o governo conseguirá concluir as negociações para continuar no poder, encerrando o período de incertezas desde que May perdeu a maioria.

— As conversas estão caminhando, elas são muito positivas, construtivas. Existe um diálogo permanente entre os dois lados que nunca cessou. Ele continua e quando for fechado, estará feito — disse uma fonte do Partido Conservador, à Reuters. — Nós nunca colocamos um cronograma de quando o acordo será fechado, e não vou começar agora.

A inauguração do Parlamento está sendo atrasada desde a quinta-feira da semana passada, quando May perdeu a maioria numa eleição antecipada por ela mesma, numa aposta para fortalecer sua posição nas negociações do Brexit.

— Olhe o que os Conservadores conseguiram fazer com o Reino Unido em apenas um ano, primeiro chamando um referendo separatista e irresponsável sobre a União Europeia. Depois de perder esse jogo perseguiu um caminho difícil para o Brexit — criticou a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon. — E se isso não bastasse, chamou uma eleição geral desnecessária exclusivamente pelo interesse do próprio Partido Conservador, e depois de estragar a campanha, eles agora estão colocando a nação nas mãos do DUP.

O DUP é conhecido por suas posições extremamente conservadoras, sendo contra o aborto e o casamento homoafetivo e favorável à saída do Reino Unido da União Europeia. Por isso, é possível que mesmo sem um acordo, os Conservadores consigam se manter no poder.

Após o discurso da rainha, os parlamentares terão que aprová-lo. Com os votos do DPU, o governo consegue a maioria e May segue no cargo. Mas caso o DPU vote contra o discurso, o partido da primeira-ministra não teria condições para formar um novo governo, e a prerrogativa seria passada para o líder da segunda força, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista.

A aposta de May é que mesmo sem um acordo com o DUP, eles se absteriam, mas não votariam contra o discurso para não deixar o governo nas mãos do líder trabalhista.

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