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Irã apresenta contraproposta de 14 pontos aos EUA e exige retirada de tropas da região

Irã apresenta contraproposta de 14 pontos aos EUA e exige retirada de tropas da região
Proposta será apresentada aos EUA - Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em um movimento estratégico para ditar o ritmo das negociações de paz, o governo do Irã apresentou uma resposta detalhada de 14 pontos a uma proposta anterior enviada pelos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela agência Tasnim, veículo ligado à Guarda Revolucionária Islâmica, no último sábado (2).

A contraproposta iraniana surge como uma reação direta a um plano americano de nove pontos. Embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido confirmados publicamente por Teerã, o presidente dos EUA, Donald Trump, já sinalizou ceticismo. No sábado, Trump afirmou que revisará o documento em breve, mas adiantou que “não consegue imaginar que seria aceitável” sob a perspectiva de Washington.

Os Pilares da Proposta Iraniana

O documento, entregue por meio de um intermediário paquistanês, foca em garantias de segurança e soberania regional. Entre as principais exigências listadas pelo Irã estão:

  • Fim da Guerra em Todas as Frentes: O Irã pede a cessação imediata de conflitos, incluindo as frentes no Líbano.

  • Retirada Militar: A exigência central é a saída das forças militares dos EUA de toda a região ao redor do Irã.

  • Garantias contra Agressão: Teerã busca salvaguardas formais contra futuras intervenções militares estrangeiras.

  • Estreito de Ormuz: A proposta solicita a criação de um "novo mecanismo" para a gestão da rota marítima mais importante do mundo para o transporte de petróleo.

Concessões Econômicas e Sanções

Para que o diálogo avance, o Irã condiciona o acordo a benefícios financeiros imediatos. O plano de 14 pontos inclui a liberação de ativos iranianos congelados no exterior e a remoção das sanções econômicas impostas pelos EUA.

A postura de Teerã reflete uma retórica de "tudo ou nada". Recentemente, altos funcionários do governo afirmaram que "não há negociações com os EUA" sem que concessões significativas sejam feitas primeiro. A formulação desta resposta é vista por analistas como um laboratório para testar a disposição de Washington em redesenhar a geopolítica do Oriente Médio em troca de uma estabilidade temporária.

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