Início Mundo Macron recebe Putin para um diálogo 'sem concessões'
Mundo

Macron recebe Putin para um diálogo 'sem concessões'

VERSALHES - Após uma reunião na semana passada com Donald Trump, o novo presidente francês Emmanuel Macron recebe nesta segunda-feira o colega russo Vladimir Putin no Palácio de Versalhes para um diálogo sobre temas espinhosos como a Síria ou a Ucrânia. O presidente francês prometeu um "diálogo exigente" e "sem nenhuma concessão" com Putin. O presidente russo pediu a Macron para "superar a desconfiança mútua" em uma mensagem de felicitações após sua vitória eleitoral.

O chefe de Estado francês encerra assim uma maratona diplomática que o levou na quinta-feira à reunião de cúpula da Otan em Bruxelas e depois, no fim de semana, ao encontro do G7 em Taormina (Itália).

— Donald Trump, o presidente turco (Recep Tayyip Erdogan) ou o presidente russo estão em uma lógica de relação de forças, o que não me irrita — afirmou Macron no fim de semana.

No encontro, foram abordados temas como as relações franco-russas, suas visões sobre o futuro da União Europeia, a luta antiterrorista e as crises regionais, da Ucrânia à Síria, passando por Líbia e Coreia do Norte.

Os dois tiveram uma reunião a sós e depois um almoço na presença de suas delegações. Uma entrevista coletiva conjunta está prevista, assim como a inauguração de uma exposição, o pretexto para justificar a visita de Putin.

A visita do mandatário russo, por outro lado, gerou mobilização na capital francesa. A organização Anistia Internacional (AI) pediu a Macron que pressione Putin para que atue contra a homofobia na Chechênia. A ONG organizou um protesto nas proximidades da Torre Eiffel, com dois casais de homens se beijando diante de uma faixa que pede o fim da homofobia na Chechênia.

— Queremos que Macron pressione Putin para que este, por sua vez, pressione a Kadyrov (presidente checheno), que persegue com total impunidade homossexuais com a benevolêncie das autoridades — afirmou Cécile Coudriou, vice-presidente da Anistia Internacional na França, à AFP.

Segundo o jornal russo "Novaia Gazeta", as autoridades da Chechênia, onde a homossexualidade representa um grande tabu, detiveram mais de cem homossexuais e incitaram suas famílias a matá-los para "limpar sua honra".

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?