Milhares de turistas e moradores foram forçados a procurar refúgio nas praias do sudeste da Austrália para escapar dos incêndios que assolam o país.
Cerca de 1.000 pessoas deixaram Mallacoota em dois navios, e 4.000 esperam para serem evacuadas da região por mar. Com estradas bloqueadas, o transporte feito por aviões ou navios é a única rota de saída de algumas cidades ainda que a fumaça dos incêndios dificulte voos.
As autoridades declararam estado de emergência na região sudeste, a mais populosa do país. A meteorologia prevê que neste sábado (4) a temperatura fique acima dos 40°C.
Ao menos 20 pessoas morreram, dezenas são consideradas desaparecidas e mais de 1.300 casas foram reduzidas a cinzas desde o início da temporada de incêndios em setembro. As chamas afetaram uma superfície equivalente ao dobro do território da Bélgica.
A meteorologia prevê, para este sábado (4), o aumento da temperatura para níveis acima de 40°C. As autoridades declararam estado de emergência no sudeste do país, a região com a maior população do país.
Milhares de turistas e moradores receberam ordens para abandonar as áreas mais expostas em uma zona de quase 300 quilômetros ao longo da costa. A saída em massa provocou enormes engarrafamentos nas estradas que levam a Sydney e a Canberra.
Ao norte da cidade de Nowra, famílias esperavam em veículos que praticamente não avançavam pelas estradas.
Aviões militares lançaram alimentos em áreas isoladas.
O premiê, Scott Morrison, vem enfrentando críticas por ter viajado de férias ao Havaí em dezembro, quando o país já sofria com os incêndios, e por não atuar para combater a mudança climática.
Na cidade de Cobargo, em Nova Gales do Sul, Morrison foi vaiado, em particular por uma jovem mãe que chorava e por um bombeiro que se recusou a apertar sua mão.
Você não terá nossos votos, amigo, gritou um morador. É injusto. Esqueceram completamente da gente aqui, reclamou uma mulher.
Os incêndios florestais, muito violentos neste ano, também têm um impacto nas principais cidades australianas em Melbourne e Sydney, por exemplo, a população respira fumaça tóxica.
Segundo o jornal The New York Times, cientistas estimam que ao menos meio bilhão de animais nativos tenham morrido nos incêndios.
Animais sobreviventes estão abandonando suas crias. Teme-se, ainda, que algumas espécies da fauna e da flora tenham desaparecido completamente.
Voluntários tentam salvar animais como coalas, cangurus e gambás, mas afirmam não estarem conseguindo chegar até pontos de resgate.
