BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - No organograma europeu, as mulheres chegaram ao topo. Nos últimos meses, passaram para mãos femininas, pela primeira vez na história, os dois cargos de maior poder de decisão da União Europeia e da zona do euro.
Na presidência do Banco Central Europeu desde novembro, a francesa Christine Lagarde, 64, governa a política monetária dos 19 países que adotaram o euro como moeda e lidera um debate sobre como reanimar a economia.
Na Comissão Europeia, que funciona como Executivo central dos 27 países da União Europeia, assumiu a alemã Ursula von der Leyen, 61. É da Comissão a prerrogativa de propor as leis que regulam o funcionamento do bloco.
Ursula montou um primeiro gabinete com 50% de mulheres, entre elas a superpoderosa dinamarquesa Margrethe Vestager, 51, que enquadrou Google, Facebook e outras big techs em regras ditadas por seu "ministério", a Comissão Digital e de Competição.
Mas a líder europeia não está satisfeita, e os números mostram por quê: só 3 dos 27 chefes de governo do bloco são mulheres, e elas ocupam um terço dos principais cargos nacionais.
Acesso a poder está na lanterna do índice do Eige (Instituto Europeu para Igualdade de Gênero).
Equilibrar as estatísticas é uma das prioridades de governo de Ursula, que criou um departamento só para isso, a Comissão para a Igualdade, ocupada, é claro, por outra mulher, a maltesa Helena Dalli.
Nesta primeira semana de março, a comissária Helena lança seu plano de ação para áreas como acesso ao poder, paridade salarial e proteção contra a violência.
Cotas para mulheres são esperadas, mas, para o Eige, é fundamental criar programas de treinamento e mentoria que atraiam jovens para a política e as ajudem a subir na carreira.
Enquanto a maior parte das novas medidas só deve ter efeito no médio prazo, uma geração de mulheres abre caminho no tabuleiro do jogo político europeu. Conheça algumas delas.
Na presidência do Banco Central Europeu desde novembro, a francesa Christine Lagarde, 64, governa a política monetária dos 19 países que adotaram o euro como moeda e lidera um debate sobre como reanimar a economia.
Na Comissão Europeia, que funciona como Executivo central dos 27 países da União Europeia, assumiu a alemã Ursula von der Leyen, 61. É da Comissão a prerrogativa de propor as leis que regulam o funcionamento do bloco.
Ursula montou um primeiro gabinete com 50% de mulheres, entre elas a superpoderosa dinamarquesa Margrethe Vestager, 51, que enquadrou Google, Facebook e outras big techs em regras ditadas por seu "ministério", a Comissão Digital e de Competição.
Mas a líder europeia não está satisfeita, e os números mostram por quê: só 3 dos 27 chefes de governo do bloco são mulheres, e elas ocupam um terço dos principais cargos nacionais.
Acesso a poder está na lanterna do índice do Eige (Instituto Europeu para Igualdade de Gênero).
Equilibrar as estatísticas é uma das prioridades de governo de Ursula, que criou um departamento só para isso, a Comissão para a Igualdade, ocupada, é claro, por outra mulher, a maltesa Helena Dalli.
Nesta primeira semana de março, a comissária Helena lança seu plano de ação para áreas como acesso ao poder, paridade salarial e proteção contra a violência.
Cotas para mulheres são esperadas, mas, para o Eige, é fundamental criar programas de treinamento e mentoria que atraiam jovens para a política e as ajudem a subir na carreira.
Enquanto a maior parte das novas medidas só deve ter efeito no médio prazo, uma geração de mulheres abre caminho no tabuleiro do jogo político europeu. Conheça algumas delas.



