Depois de passar um lindo dia em Paris, ver belas exposições e comer muito bem, eu não imaginaria que terminaria de uma maneira ruim. Nós, brasileiros, estamos tão acostumados com a violência nas nossas cidades, que quando viajamos nos sentimos totalmente seguros.
Eis que, ao sair do meu hotel — o tradicional Le Bristol — para jantar, fui praticamente impedida pelo concierge. Ele deu a notícia de que havia tido um tiroteio e que a recomendação era para os hóspedes não saírem. Achei um exagero, não dei muita bola e como o restaurante era perto, saí caminhando com meu marido.
Mas a alegria durou pouco. Um quarteirão depois — a dois quilômetros da Avenida Champs-Elysées — algumas pessoas avisavam que era melhor não seguir em frente. Enquanto eu tentava entender melhor o que se passava, dois guardas armados se aproximaram e impediram nossa passagem. Não tivemos escolha a não ser dar meia volta e ir para o hotel.
Não estamos livres da violência em lugar algum, seja por questões políticas ou sociais. Mas é difícil destruir a beleza e o encanto de Paris.

