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Número de mortos na Indonésia passa de 1 mil e país pede ajuda na busca por sobreviventes

Uma corrida contra o tempo

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JACARTA — O governo da Indonésia anunciou nesta terça-feira que o número de mortos no devastador terremoto de magnitude 7,5 seguido por tsunami na ilha Celebes (em indonésio, Sulawesi) subiu para 1.234, contra um balanço anterior de 844 vítimas fatais. Entre os mortos, estão 34 crianças que participavam de um acampamento cristão de estudos bíblicos.

— Às 13h (3h no horário de Brasília) registramos 1.234 mortos — afirmou Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Catástrofes.

A porta-voz da Cruz Vermelha na Indonésia, Aulia Arriani, afirmou que uma igreja em uma área do distrito de Sigi, ao Sul da cidade de Palu, havia sido engolida por lama e destroços. Autoridades disseram que a área sofreu liquefação, quando o choque do terremoto desestabilizou temporariamente o solo

— Meus voluntários encontraram 34 corpos de crianças que estavam fazendo um acampamento bíblico — disse Arriani.

A princípio, foi declarado o desaparecimento de 86 estudantes, que participavam de um retiro religioso no distrito de Sigi Biromaru. Segundo Ariani, o local é de difícil acesso.

— O problema mais sério é andar a pé na lama durante hora e meia transportando os corpos — afirmou.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, pediu reforços para uma busca desesperada por sobreviventes.

— Há algumas prioridades que precisamos enfrentar e a primeira é retirar, encontrar e salvar vítimas que ainda não foram encontradas — disse Widodo durante reunião do governo para coordenar esforços de resgate na costa oeste da ilha de Celebes.

O presidente afirmou ainda ter ordenado que a agência nacional de busca e resgate envie mais policiais e soldados aos distritos afetados, alguns isolados por estradas e pontes destruídas e por deslizamentos de terra.

O centro da ilha de Celebes ficou devastado. Na cidade costeira de Palu, as ondas destruíram prédios, carregaram veículos e devastaram a vegetação. O número total de mortos aumentou à medida em que os socorristas tiveram acesso às zonas mais remotas, como o distrito de Sigi Biromaru, a Sudeste de Palu. Na véspera, voluntários começaram a enterrar, em fossas comuns, os corpos das vítimas do terremoto e do tsunami.

A catástrofe deixou 59 mil deslocados e o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU calcula que 191 mil pessoas precisam de ajuda urgente, incluindo 46 mil crianças e 14 mil idosos.

Autoridades da Indonésia começaram na segunda-feira a buscar ajuda internacional para a área devastada na última sexta-feira. Dezenas de agências humanitárias e ONGs ofereceram ajuda ao país, mas o envio de material à região é muito complicado: estradas estão bloqueadas, e os aeroportos, muito danificados.

A ONG Oxfam prevê o envio de ajuda a, potencialmente, 100 mil pessoas, com destaque para alimentos instantâneos, equipamentos de purificação de água e barracas, anunciou Ancilla Bere, diretora da organização na Indonésia.

O presidente indonésio Joko Widodo autorizou a ajuda internacional de urgência, e as autoridades declararam estado de emergência de 14 dias.

A maior parte das vítimas foi registrada em Palu, cidade de 350 mil habitantes na costa Oeste da ilha Celebes, segundo a Agência de Gestão de Desastres. Três caminhões lotados de cadáveres chegaram ao local. Os corpos foram colocados na fossa, um por um, e cobertos com terra. Em um primeiro momento, as autoridades reuniram os corpos em necrotérios improvisados para poder identificá-los. Diante do risco sanitário, decidiram organizar enterros em massa.

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