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Oito meses após deixar cargo, Pedro Sanchéz volta à liderança do PSOE

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MADRI — Quase oito meses após ser destituído, Pedro Sánchez venceu, neste domingo, as eleições primárias do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) com cerca de 50% dos votos. O ex-líder socialista torna-se assim o primeiro secretário-geral a ser eleito duas vezes pelos militantes da legenda. No discurso após a vitória, Sánchez prometeu ser “o secretário-geral de todos e todas” e comprometeu-se a criar “um novo PSOE”, um partido “confiável e unido” — aquilo que, segundo ele, mais teme o atual primeiro-ministro e líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy.

Sánchez também agradeceu aos quase 200 mil militantes que fizeram do PSOE “um partido maior, um partido vencedor”, assim como aos adversários, Susana Díaz e Patxi López. Houve reclamações no momento que ele citou os concorrentes, mas Sánchez lembrou que, desde pontos de vista diferentes, todos trabalharam para a legenda.

— Temos de reconhecer que quem ganhou hoje foi PSOE e quando ganha o PSOE, ganha Espanha — afirmou Sánchez no discurso. — Hoje não acaba nada, hoje começa tudo.

O novo secretário-geral será confirmado no congresso do PSOE, que acontece em meados de junho. De acordo com o “El Mundo”, Sánchez venceu em quase todas as províncias, à exceção da Andaluzia, onde venceu Díaz. Patxi López apenas venceu no País Basco.

Pedro Sánchez demitiu-se do cargo de secretário-geral em outubro do ano passado, depois que sua estratégia de recusar um governo do PP foi criticada por dirigentes nacionais do PSOE. Ao se absterem em votação no Parlamento, os socialistas acabaram viabilizando um governo liderado por Rajoy. No domingo, Sánchez garantiu ainda que o partido socialista será “uma oposição útil”, que irá lutar contra “a corrupção do PP”.

— Vamos cumprir com o mandato das urnas, que é fazer do PSOE o partido da esquerda deste país.

Segundo o coordenador de comunicação da candidatura de Sánchez, Susana Díaz não esperou pelos resultados finais para dar os parabéns ao novo secretário-geral pela vitória. No seu discurso, Díaz disse estar à disposição do partido para aquilo que fosse preciso, desejando boa sorte “ao novo secretário-geral”. Também Patxi López desejou boa sorte ao recém-eleito secretário geral — nenhum dos dois mencionou o nome de Pedro Sánchez.

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