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ONU alerta para elevado número de mortes por fome na África

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GENEBRA — O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) alertou para o elevado número de mortes por fome na região do Chifre da África — que inclui Somália, Etiópia, Djibuti e Eritreia —, no Iêmen e na Nigéria. A situação se alastra por conta de uma forte seca que acomete a região, além de intensos conflitos e falta de fundos.

Cerca de 20 milhões de africanos vivem em áreas danificadas pela seca, onde as colheitas falharam e a desnutrição está crescendo, principalmente entre as crianças.

— O risco de mortes em massa provocadas pela fome na população do Chifre da África, do Iêmen e da Nigéria cresce — declarou Adrian Edwards, porta-voz do Acnur em Genebra. — A situação atual é resultado de múltiplos fatores: seca, falta de fundos e os conflitos, que provocam deslocamentos em massa — completou.

A ONU teme que a situação se torne pior do que a crise de fome em 2011, que provocou mais de 260 mil mortes na região. Em fevereiro deste ano, a organização acendeu uma luz vermelha para a situação da seca nos países da zona oriental do continente. A escassez de água afetou as colheitas e provocou um forte aumento nos preços dos alimentos.

A escassez de água afeta também áreas de pastagem, provoca mortes de animais e faz disparar o preço do leite, que chegou a subir 40% em algumas regiões da Somália. Também na Somália, a produção agrícola de milho e sorgo caiu 75%.

Somália, Sudão do Sul, Iêmen e Nigéria estão sendo afetados por uma seca grave. Além disso, são vítimas da violência ou de conflitos armados. No Sudão do Sul, quase 100 mil pessoas têm que enfrentar a fome atualmente, e quase um milhão estão à beira da morte, segundo o Acnur.

A ONU pediu à comunidade internacional US$ 4,4 bilhões para enfrentar a fome que ameaça estes países. Até o momento, a organização recebeu 21% deste valor, ou seja, 984 milhões de dólares, segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).

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