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ONU: Número de migrantes mortos sobe 27% em 2016

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BERLIM — As mortes de migrantes aumentaram de forma significativa no ano passado, especialmente na perigosa travessia pelo Mediterrâneo. Segundo relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgado nesta sexta-feira, ocorreram 7.763 mortes de migrantes em 2016 em todo o mundo — um acréscimo de 27% na comparação com 2015, quando foram registrados 6.107 óbitos.

As redes de contrabandistas organizaram viagens ainda mais arriscadas para levar refugiados e solicitantes de asilo em embarcações cada vez mais frágeis.

Dois terços das mortes ocorreram no Mediterrâneo, onde 5.098 pessoas perderam a vida tentando chegar à Europa a partir do Norte da África, da Turquia ou do Oriente Médio, de acordo com informações reunidas pelo Centro de Análise de Dados da OIM em Berlim.

O número de vítimas no Mediterrâneo subiu 35% em relação a 2015, apesar da melhora da coordenação dos esforços de resgate, e menos pessoas recorreram à travessia.

Dados divulgados na quinta-feira pela Oficina Europeia de Estatística (Eurostat) mostram que mais de 1,2 milhão de pessoas pediram asilo na União Europeia (UE) no ano passado, registrando uma pequena queda na comparação com 2015.

Segundo a Eurostat, apesar de em 2016 o valor era inferior ao 1,26 milhão alcançado em 2015, é ainda mais que o dobro dos 562 mil em 2014.

Os sírios foram o maior grupo de requerentes de asilo pela primeira vez no ano passado, com 334.800 pedidos, seguidos de afegãos (183 mil) e iraquianos (127 mil).

A Alemanha, que aceitou cerca de um milhão de refugiados em 2015, acolheu em 2016 em torno de 60% do total de imigrantes (722.300), segundo a Eurostat.

Depois vem a Itália, com 121 mil refugiados (10% do total), França (76 mil), Grécia (49 mil), Áustria (39 mil), Reino Unido (38.300) e, muito atrás, Espanha (15.500).

O fato de que o número total de 2016 foi ligeiramente inferior que em 2015 deve-se, provavelmente, ao atraso no registo de pedidos de asilo e ao fato de que muitas pessoas não apresentam o seu pedido imediatamente após a chegada a um Estado membro da UE.

O ano de 2016 foi marcado por uma queda considerável no número de imigrantes que chegam à costa grega, após a assinatura, em março, do pacto de imigração da UE com Ancara para frear a circulação no Mar Egeu.

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