CARACAS - O piloto venezuelano Óscar Pérez, inspetor do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cipc) que se rebelou contra o governo do presidente Nicolás Maduro, reforçou na noite de segunda-feira que a partir desta terça-feira a resistência ao chefe de Estado começará a “hora zero” para pressioná-lo a cumprir as exigências da oposição consultadas em plebiscito no domingo. Em aúdio difundido nas redes sociais, Pérez detalha que o processo consiste em uma paralisação nacional.
“O povo já demonstrou que quer uma mudança e acompanhou os políticos na consulta popular. Agora, que os políticos nos acompanhem como povo em nosso direito de liberdade”, disse o piloto. “A hora zero é inevitável, senhores. Não negociamos com assassinos e corruptos. A Venezuela não quer uma agenda protocolar e uma fraude. A Venezuela quer liberdade e progresso”.
Pérez roubou um helicóptero no fim de junho e supostamente atacou prédios públicos em Caracas contra o presidente Nicolás Maduro. Desde então, ele tem divulgado vídeos de protesto contra o presidente, ameaçando Maduro e prometendo liberar o país a partir da resistência do povo. No novo áudio, ele exige que o governo se ajoelhe diante do povo:
“Que todos os políticos corruptos caiam e paguem seus crimes com justiça. Somos resistência! Somos Venezuela livre”, proclamou o opositor.
No domingo, para o referendo extra oficial convocado pela oposição rejeitaram a formação de uma Assembleia Constituinte por Maduro. Além disso, 98,3% do total aprovaram que se renovem os poderes públicos, que sejam convocadas eleições livres e transparentes e que se forme um governo de transição, num momento de grave crise política e social. A oposição venezuelana convocou uma para a próxima quinta-feira, intensificando a pressão contra Maduro.

