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Polícia pediu para que ficássemos em casa, diz presidente de associação de brasileiros

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BRASÍLIA - A polícia de Barcelona – os Mossos d'Esquadra – direcionou equipes a universidades e bairros com um propósito: pedir aos moradores da cidade que voltem a suas casas e de lá não saiam, depois do atentado terrorista no coração turístico da capital da Catalunha. A cidade está vazia; helicópteros circulam pelos céus; e o transporte público foi interrompido, o que contribui para o sentimento de esvaziamento. O relato é do presidente da Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunha, Douglas Borges de Vasconcelos.

A associação disparou mensagens aos associados, cerca de 80 brasileiros, e não há relatos de que algum deles tenha sido vítima do atentado na via La Rambla, bem próximo da Praça Catalunha, o ponto mais tradicionalmente turístico da cidade. O Consulado do Brasil em Barcelona também não tem relatos de vítimas brasileiras. As autoridades locais confirmaram que 13 pessoas morreram e 80 ficaram feridas no atentado.

– Os Mossos foram até a universidade e pediram para que voltássemos para nossas casas, e lá ficássemos. Nos bairros, os policiais estão indo para orientar as pessoas para que permaneçam em casa – conta Douglas.

As ruas nas redondezas da Rambla foram isoladas, assim como a própria via principal. Mossos d’Esquadra restringem a circulação na área, mas já há relatos de turistas e trabalhadores circulando pelo local.

Metrô, ônibus e trens pararam de circular, como conta o presidente da associação de estudantes brasileiros:

– Eles ativaram o alerta antiterrorista. O comércio está fechado. Estamos num período de férias aqui, então algumas coisas não funcionam.

Douglas afirma que o comentário comum em Barcelona, até o atentado desta quinta-feira, é que a cidade sempre foi “bem neutra” em relação a terrorismo e extremismos religiosos. A cidade nunca foi vista pelos moradores como um alvo em potencial. O que é muito comum em bairros mais tradicionais é o sentimento anti-turistas. Barcelona é uma das cidades mais visitadas na Europa.

– O que se discute muito aqui é essa questão do turismo massivo, além da própria questão da independência (o governo da Catalunha tenta realizar um referendo pró-independência em outubro, contra a vontade do governo da Espanha) – afirma o estudante brasileiro.

O clima de pânico na cidade é alimentado por áudios que circulam no Whatsapp em que pessoas relatam ter ouvido de policiais ameaças de bombas espalhadas pela cidade. Não há qualquer confirmação oficial a respeito.

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