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Principais cias aéreas dos EUA se negam a transportar filhos de imigrantes separados dos pais

WASHINGTON — As companhias aéreas American e United Airlines, duas das principais dos Estados Unidos, anunciaram nesta quarta-feira que não vão transportar os menores imigrantes ilegais que forem separados de suas famílias graças à política de “. As duas companhias poderiam ser utilizadas pelas autoridades americanas para transferir menores dos pontos de entrada nos EUA até algum dos mais de 100 centros de acolhimento distribuídos pelo país.

“O processo de separação familiar que foi amplamente divulgado não condiz em absoluto com os valores da American Airlines. Nós unimos as famílias, não as separamos”, diz o comunicado publicado pela empresa em seu site.

Além disso, a American Airlines assegurou que não tem conhecimento de que seus aviões tenham sido utilizados para transportar menores imigrantes ilegais.

Na mesma linha, o presidente-executivo da United Airlines, Oscar Munoz, afirmou que a política entra “em profundo conflito com os valores da empresa”.

— Entramos em contato com autoridades federais para informá-los de que não deveriam transportar crianças imigrantes em aviões da United que foram separados de seus pais — disse Munoz.

Após uma série de críticas, o presidente Donald Trump assinou, nesta quarta-feira, um decreto suspendendo a separação de crianças imigrantes de suas famílias que cruzam a fronteira sem documentos. O presidente americano não deu detalhes, mas ressaltou que a política de tolerância zero em relação à imigração continua. Mais cedo, ele havia indicado em entrevista à Fox News que assinaria um decreto determinando que as sem documentos que são detidas pudessem permanecer juntas indefinidamente em centros de detenção, sem que pais e filhos fossem separados.

— Trata-se de manter as famílias juntas e ao mesmo tempo de garantir uma fronteira forte — afirmou o presidente, ao lado da secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, e do vice-presidente Mike Pence.

A decisão foi tomada após imagens de crianças separadas dos pais desencadearem uma avalanche de críticas no país e no exterior e de membros do próprio partido se rebelarem contra a medida. O governo dizia que não tinha outra alternativa, mas diante da pressão recorreu a uma ordem executiva na véspera de a Câmara dos Representantes discutir o problema.

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