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‘Queremos reparar o dano do socialismo do século XXI’, diz candidato opositor à Presidência do Equador

BUENOS AIRES - Esperança da oposição na eleição presidencial de domingo no Equador, o ex-banqueiro e candidato do Movimento Criando Oportunidades Guillermo Lasso tem chances de aproveitar a onda de insatisfação contra o presidente Rafael Correa.

Como acontece no caso argentino, nossa proposta é reparar no Equador o dano que o “socialismo do século XXI” causou. No entanto, nosso plano de governo é um plano que responde às necessidades dos equatorianos, focado, principalmente, na geração de emprego. No governo da mudança, nossa proposta é recuperar a liberdade perdida em todos estes anos.

Os equatorianos estão demandando mudanças urgentes em matéria econômica, social e institucional. Existe um consenso sobre temas fundamentais, que vão desde a revogação de impostos até a recuperação da liberdade de expressão. Nesse sentido, a oposição compartilha uma agenda comum sobre estes pontos, o que facilitaria que um candidato único seja respaldado pelas demais forças políticas. Definitivamente, eu, num segundo turno, convocaria uma união da oposição baseada nestes pontos.

Em matéria econômica, foi uma administração que não permitiu aos equatorianos se beneficiarem da maior bonança petroleira de nossa História. Depois de dez anos, nosso país continua enfrentando o mesmo nível de desemprego e subemprego que tínhamos em 2006. Não avançamos de forma significativa em matéria de acordos comerciais, não aumentamos, como poderíamos ter feito, nossa produção. Nossa proposta é impulsionar a criação de emprego a partir do setor privado. Em matéria institucional, o modelo correista representou um retrocesso. Prova disso são as dezenas de casos de corrupção, algo tão característico deste governo, e a evidente deterioração do Estado de direito. O governo prejudicou a liberdade de expressão com leis absurdas de comunicação e emitindo decretos com os quais afetou de forma negativa o funcionamento de várias organizações da sociedade civil. Como avanços, posso mencionar o investimento em infraestrutura produtiva e políticas sociais.

Daqueles com os quais compartilho ideias sobre liberdade e prosperidade: os que abrem mercados, os que respeitam o Estado de direito, os que acreditam no diálogo. Antes de iniciar a campanha eleitoral, conversei com vários líderes latino-americanos como (a ex-deputada venezuelana) María Corina Machado, (o presidente peruano) Pedro Pablo Kuczynski e (o ex-presidente chileno) Sebastián Piñera, que estão decididos a mudar o destino da América Latina.

Diferentemente do socialismo do século XXI, nós acreditamos na liberdade individual, e esse é o princípio que rege todas as nossas propostas. No Equador, vivemos dez anos nos quais o Estado foi colocado acima do ser humano e, como consequência, perdemos liberdades e nossos direitos foram atropelados. Justamente essa é a mudança que precisamos: ter um respeito irrestrito aos cidadãos. Que eles tenham liberdade para opinar, para realizar seus planos de vida, para escolher suas carreiras universitárias, para trabalhar. Nosso governo facilitará oportunidades e deixará que as pessoas vivam em paz.

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