MOSCOU — O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou hoje que seria “cínico e malvado” chamar o atentado em São Petersburgo de ato de vingança pela intervenção militar da Rússia na Síria. O principal suspeito do ataque que aconteceu dentro do metrô da cidade é Akbarshon Jalilov, cidadão russo do Quirguistão, nascido na cidade de Osh em 1995. Lavrov estava em um encontro com o ministro das Relações Exteriores do Quirguistão, Erlan Abdyldayev.
— (Essa tragédia em São Petersburgo) mostra, de novo, a importância de intensificar esforços conjuntos para combater o terrorismo — completou Lavrov.
Pelo menos 14 pessoas morreram em decorrência da explosão dentro de um vagão do metrô da cidade. Não houve reivindicação de autoria do ataque terrorista. Nos últimos anos, várias outras cidades foram alvo de atentados de extremistas do Cáucaso, palco de duas guerras nas últimas décadas. Em dezembro de 2013, dois atentados em menos de 24 horas deixaram 34 mortos em Volgogrado, a antiga Stalingrado. Dois anos antes, em janeiro de 2011, outra explosão no Aeroporto de Domodedovo, em Moscou, deixou 35 mortos. E em 2010, duas explosões simultâneas em estações de metrô, também na capital, deixaram 40 mortos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, por telefone para assegurar que Washington dará apoio total às ações que Moscou adotará após o ataque ao metrô de São Petersburgo, segundo a Casa Branca. Trump expressou suas condolências e condenou o ataque.
“O presidente Trump e o presidente Putin concordaram em que o terrorismo deve ser derrotado rápida e decididamente”, informou um comunicado da residência oficial do presidente dos EUA. "Trump ofereceu o apoio total do governo dos Estados Unidos na resposta ao ataque e para levar os responsáveis à Justiça".
O telefonema de Trump para Putin vem no momento em que o Congresso americano investiga uma suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas do ano passado. A Inteligência americana afirma que Putin dirigiu uma campanha para inclinar a recente eleição nos EUA a favor de Trump.
Enquanto isso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas está condenando “nos mais duros termos o bárbaro e covarde ataque terrorista” em São Petersburgo. Os membros do conselho “expressaram compaixão profunda e condolências para as vítimas desse ato de terrorismo e suas famílias, e para as povo e ao governo da Federação Russa”, um comunicado disse, acrescentando que “perpetuadores, organizadores, financiadores e sócios desses atos repreensivos” deveriam responder pelos seus atos na Justiça.

