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Starmer, premiê do Reino Unido, pondera seu futuro político após vitória de rival

Reuters
Starmer, premiê do Reino Unido, pondera seu futuro político após vitória de rival
Starmer, premiê do Reino Unido, pondera seu futuro político após vitória de rival

Por Elizabeth Piper e David Milliken

LONDRES, 21 Jun (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, estava avaliando seu futuro político neste domingo, depois que a vitória eleitoral decisiva de seu rival Andy Burnham para o Parlamento levou mais ministros do Partido Trabalhista, atualmente no governo, a pedir sua renúncia.

Enfrentando um dos índices de popularidade mais baixos já registrados por um líder britânico na história política moderna, Starmer poderia decidir já na segunda-feira se vai se afastar ou disputar a liderança contra Burnham, segundo uma fonte.

A amplitude da vitória que Burnham obteve na sexta-feira por uma cadeira no Parlamento no noroeste da Inglaterra aumentou a pressão sobre Starmer, com dezenas de parlamentares e alguns ministros pedindo, em particular, que ele estabeleça um cronograma para sua saída, a fim de abrir caminho para o ex-prefeito da Grande Manchester.

Uma fonte a par do assunto disse que Starmer passou o fim de semana refletindo e discutindo sua posição com a família, mas que uma conversa prevista com Burnham esclareceria a situação.

"Keir gosta de refletir sobre as coisas", disse a fonte.

Para aumentar a pressão sobre Starmer, o presidente dos Estados Unidos), Donald Trump, previu em sua plataforma Truth Social que "Keir Starmer renunciará ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido".

Trump repetiu então sua opinião de que Starmer havia "fracassado feio" na redução da imigração e no aumento da produção de petróleo no Mar do Norte.

A impopularidade de Starmer ficou evidente com as pesadas derrotas do Partido Trabalhista nas eleições locais de maio, e pesquisas entre os membros do partido indicam que Burnham venceria uma disputa formal pela liderança.

Caso Burnham assuma o comando, ele se tornaria o sétimo primeiro-ministro da Reino Unido nos últimos dez anos.

POSIÇÃO DE STARMER AMEAÇADA

A Sky News informou que, segundo suas informações, a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, teria pedido a Starmer que se afastasse durante uma conversa privada no fim de semana. Sua porta-voz não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Seu aparente apelo, juntamente com o de outros ministros e dezenas de parlamentares, reforçou a sensação de que agora a questão é quando, e não se, Starmer deixará o cargo.

Starmer afirmou há apenas alguns dias que participaria de qualquer disputa formal pela liderança do Partido Trabalhista que visasse substituí-lo.

Embora a equipe de Starmer acredite que sua vitória esmagadora nas eleições nacionais de 2024 lhe dê o mandato para permanecer no cargo até 2029, o ministro da Economia, Peter Kyle, disse que o primeiro-ministro estava refletindo sobre "os desafios políticos que enfrenta neste momento".

Kyle disse que conversou com Starmer na sexta-feira e encontrou um homem que estava se questionando sobre o que "o país esperava dele". A conversa mostrou que Starmer se encontrava em "circunstâncias muito difíceis", afirmou o ministro da Economia.

A posição de Starmer é precária.

A vitória esmagadora de Burnham sobre o partido populista Reform UK na disputa por uma cadeira no Parlamento em Makerfield levou mais parlamentares e ministros a pressionarem o primeiro-ministro a definir um cronograma para sua saída, a fim de evitar o que poderia ser uma disputa pela liderança que geraria divisões.

A equipe que apoia Burnham, um político de carreira de 56 anos, havia dito que daria a Starmer o fim de semana para refletir sobre sua posição, na esperança de que ele definisse uma transferência ordenada do poder.

Até o momento, não havia indícios de que os dois tivessem conversado.

A ex-ministra Jess Phillips -- que é apoiadora do secretário da Saúde, Wes Streeting, outro potencial adversário de Starmer -- disse à BBC que "parece que chegamos ao fim da linha" e que seria melhor que a saída de Starmer fosse "o mais digna possível".

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