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Tráfego no aeroporto de Frankfurt cai em abril com greves e guerra no Oriente Médio, diz operadora

Reuters
Tráfego no aeroporto de Frankfurt cai em abril com greves e guerra no Oriente Médio, diz  operadora
Tráfego no aeroporto de Frankfurt cai em abril com greves e guerra no Oriente Médio, diz operadora

Por Simon Ferdinand Eibach e Danny Callaghan

5 Mai (Reuters) - As greves na Lufthansa e a redução de viagens para a região do Oriente Médio reduziram o tráfego no aeroporto de Frankfurt em pelo menos 10% em abril, informou a operadora Fraport nesta terça-feira.

A queda ilustra como a guerra de EUA e Israel contra o Irã está afetando os padrões de viagem na Europa.

As ações da Fraport -- que além de Frankfurt, o maior aeroporto da Alemanha, também tem operações no Brasil e na Eslovênia -- perderam cerca de 17% de seu valor desde o início do conflito, já que as companhias aéreas limitam a capacidade e aumentam suas tarifas devido aos preços mais altos do querosene.

Às 10h56 desta terça-feira pelo horário de Brasília, as ações da empresa cediam 1,74%.

Em Frankfurt, o número de passageiros caiu na "área de porcentagem baixa de dois dígitos" em abril, disse a Fraport em slides de apresentação publicados juntamente com os resultados do primeiro trimestre, em que o lucro principal superou as expectativas dos analistas.

A Fraport agora espera que o tráfego em 2026 no aeroporto de Frankfurt chegue ao limite inferior de sua faixa de perspectiva de 65 a 66 milhões de passageiros, disse o diretor financeiro Matthias Zieschang em uma conversa com investidores.

Além da queda de cerca de dois terços no tráfego para o Oriente Médio, as greves na principal companhia aérea, a Lufthansa, significaram cerca de meio milhão de passageiros a menos no aeroporto de Frankfurt, disse a Fraport.

Em uma sessão de perguntas e respostas com analistas, Zieschang disse que a empresa reduziria sua força de trabalho no aeroporto de Frankfurt de meados de 2026 até 2030. Ele afirmou que as posições de atendimento em terra seriam afetadas, mas não especificou quantas.

A empresa observou um aumento no tráfego para outras regiões, principalmente para a Ásia, no período de janeiro a março, ajudando a compensar a redução no número de voos para o Oriente Médio.

"Apesar da eclosão da guerra do Irã, observamos crescimento em todos os nossos mercados", disse o presidente-executivo da Fraport, Stefan Schulte, após apresentar um aumento de 10,4% no lucro principal do primeiro trimestre, para 196 milhões de euros (US$ 229 milhões), superando o consenso da LSEG, de 192,8 milhões de euros.

(Reportagem de Simon Ferdinand Eibach e Danny Callaghan)

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