O câncer de cólon, doença que Pelé tratava desde o ano passado e que motivou sua internação em novembro deste ano, é um dos tumores mais comuns na população brasileira.
De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 20.520 casos de câncer de cólon e reto em homens e 20.470 em mulheres, e esses números devem subir em 2023, que na projeção do instituto indica que o país terá 45.630 novos casos de câncer colorretal, sendo 23.660 entre as mulheres e 21.970 entre os homens, uma alta de 11,32%.
Com a estimativa acima, o câncer colorretal será o segundo tipo de câncer com maior incidência na população, ultrapassando os tumores de pulmão e de colo de útero, que respectivamente eram mais prevalentes nas populações masculina e feminina.
Esse tipo de tumor, segundo o Inca, geralmente se desenvolve a partir de pólipos, lesões benignas que crescem na parede do intestino e é mais frequente em pessoas que consomem carne vermelha em excesso, têm uma alimentação pobre em fibras, são fumantes ou consomem bebida alcoólica. Ainda de acordo com o instituto, apesar da incidência, a doença não se trata de um câncer com alta taxa de mortalidade.
"Hoje, mesmo o câncer de cólon com metástase, em algumas situações, é potencialmente curável. A expectativa de cura desses pacientes, se compararmos com 20 anos atrás, melhorou muito", comenta Paulo Hoff, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, que afirma a que com o aumento da incidência da doença a prevenção poderia ser iniciada aos 45 anos não aos 50, como preconizado atualmente e há necessidade de ampliar a quantidade de exames e procedimentos.

