
A Polícia Civil deve interrogar a Marcelaine Santos Schumann, de 36 anos, na manhã desta quinta-feira (15), em Manaus. Para a polícia, a mulher encomendou a morte da universitária Denise Silva, baleada em novembro de 2014 em uma academia no Centro da cidade, por desconfiar que a vítima tinha um caso com amante dela. Marcelaine e outras quadro pessoas estão presas na capital suspeitas de envolvimento no crime.
Marcelaine está presa no Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF), localizado no km 8 da BR-174 (Manaus/Boa Vista). Nesta quarta-feira (14), o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) autorizou a liberação da socialite para prestar depoimento na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na Zona Leste da cidade, nesta quinta (15). A liberação teve parecer favorável do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).
Conforme o despacho do Tribunal, publicado por determinação da juíza Mirza Telma, o depoimento de Marcelaine está marcado para ter início às 9h30 (11h30 no horário de Brasília).
De acordo com o delegado titular da DEHS, Paulo Martins, com o depoimento da socialite, a Polícia Civil deve concluir o inquérito policial que será enviado à Justiça do estado.
Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios, Marcelaine contratou um grupo de pessoas para matar ou aleijar Denise. Segundo a polícia, o crime teve motivação passional. Para a Polícia Civil, a socialite desconfiava que a vítima mantinha um relacionamento com um empresário, que era amante dela.
Ambas são casadas. O empresário também é casado. Em depoimento à polícia, o suposto pivô do crime confirmou que tinha um caso com Marcelaine e uma "amizade estreita" com a vítima.
No início desta semana, a defesa da socialite divulgou para a imprensa local uma nova versão para o crime. De acordo com o advogado, Marcelaine não encomendou a morte da suposta rival. Ela contratou o grupo suspeito de envolvimento na tentativa de assassinato apenas para cobrar uma dívida de R$ 40 de um empresário.
No dia seguinte às declarações da defesa, o delegado Paulo Martins contestou a nova versão em coletiva de imprensa. Ele afirmou que aguardava a decisão da Justiça para ouvir Marcelaine na Delegacia de Homicídios nesta quinta. Na ocasião, ao ser questionado sobre a prisão de uma sexta pessoa envolvida no caso, o delegado informou que o vigilante, que seria amigo de faculdade da socialite e teria contatado um outro envolvido no caso, foi indiciado. Segundo a polícia, o vigilante teria recusado uma proposta de R$ 6.500 por medo de cometer o crime.



