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Médico acusado de abusar de pacientes deixa a prisão para cirurgia de emergência

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Médico acusado de abusar de pacientes deixa a prisão para cirurgia de emergência
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O médico ortopedista Célio Eiji Tobiwawa, 51, condenado por abusar sexualmente de pacientes, recebeu autorização para deixar a prisão no Centro de Ressocialização de São Félix do Araguaia, a 1.159 km de Cuiabá, para operar um paciente no Hospital Regional da cidade. Ele responde a diversos processos e já foi condenado por estupro e estupro de vulnerável.

Segundo o G1 Mato Grosso, a decisão, do dia 24 de julho, é da juíza Janaína Cristina de Almeida, da Segunda Vara Criminal e Cível. A juíza atendeu a um pedido da Procuradoria Jurídica do Município de São Félix do Araguaia, que justificou a saída temporária do preso pela falta de médico ortopedista na cidade.

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh-MT) disse que o médico fez o procedimento e o acompanhamento pós-cirúrgico com autorização judicial. Tobiwawa fez um procedimento de cirurgia de ligamento na mão de um paciente. A saída e a permanência dele foi feita com a escolta de agentes penitenciários. Todo o procedimento ocorreu no mesmo dia e o médico já retornou para a cadeia.

“O município não dispõe de médico ortopedista para realizar o procedimento cirúrgico de emergência. Além disso, o encaminhamento para Cuiabá, ainda que de UTI aérea, poderá inviabilizar o sucesso do procedimento, dada a urgência que o caso requer”, salientou a magistrada na decisão.

O paciente foi internado com um ferimento na articulação de um dos dedos da mão esquerda, ainda correndo risco de amputação e com urgência de ser atendido.

Tobiwawa é especialista em cirurgia de mãos e foi mencionado no pedido. A juíza não encontrou problemas em autorizar a saída dele para o procedimento cirúrgico. “O recuperando Célio Eiji Tobisawa é um médico ortopedista especialista em cirurgia de mãos, notoriamente reconhecido na comunidade local como um excelente profissional da área da saúde. Além disso, apresenta bom comportamento carcerário e reiteradamente presta atendimento médico aos demais presos e agentes penitenciários”, afirmou a juíza.

A Justiça também levou em consideração o fato de que, apesar da condenação pelo crime de estupro, o registro do médico não está suspenso ou cancelado, conforme informado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

 

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