Manaus/AM - Acusado de ser o líder da organização criminosa que desviou mais de R$ 110 milhões de recursos destinados a saúde do Estado, Mouhamad Moustafa é suspeito de ser um dos responsáveis pela chacina ocorrida em julho de 2015 em Manaus.
Durante as investigações da Operação Custo Político, a Polícia Federal detectou conversas de whatsapp entre Mouhamad e a esposa em que o médico diz que pagou R$ 20 mil por cabeça dos responsáveis pela morte do sargento Afonso Camacho. O assassinato de Camacho deu origem a um fim de semana sangrento em que mais de 30 pessoas morreram.
Camacho fazia parte da equipe de segurança de Mouhamad, chefiada pelo coronel Aroldo Ribeiro.
“Já achamos um e vamos achar os outros dois já ofereci 20 por cabeça (sic)”, diz ele para a esposa.
O delegado da PF, Alexandre Teixeira, encaminhou as mensagens para a Justiça Federal para que seja encaminhadas à Vara Estadual, onde está o processo que investigou as mortes.
Pelo 20, das mais de 30 mortes, foram atribuídas à policiais militares que foram presos na Operação Alcateia deflagrada em novembro daquele ano.




