A União se recusa a arcar sozinha com os recursos e diz que não tem como acumular mais uma despesa obrigatória. Com o impasse, foi votado apenas o pedido de urgência para o projeto e, sem quórum, a votação foi adiada para o dia 5 de novembro.
Atualmente, o governo federal paga R$ 950,00 para 260 mil agentes comunitários de saúde e 63 mil agentes de combate a endemias, um custo que soma R$ 4,4 bilhões. Com o projeto, o piso pode ser elevado a R$ 1.260,00, levando os gastos a R$ 6,6 bilhões.
O governo argumenta que os prefeitos recebem estes valores, mas não os repassam, integralmente, como salário para os agentes. Pagam remunerações menores e usam a diferença para bancar outras despesas. Com a aprovação de lei que definirá como será o piso salarial da categoria, as prefeituras querem que a administração federal repasse mais recursos. "Temos a responsabilidade de conduzir um País em meio a uma crise mundial", apelou o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
