"Acho que caminhamos bem nos últimos dias", afirmou ele, em rápida entrevista, depois de inaugurar um novo ambulatório no Hospital Barão de Lucena, na zona oeste do Recife, ao comentar a decisão dos congressos estaduais do PPS neste final de semana. "Nós ficamos muito felizes com a decisão que saiu não só em São Paulo, mas também no Espírito Santo, já apontando nesta direção (apoio ao PSB-Rede)".
Sem se referir aos Estados que tiveram decisão contrária - a exemplo do Rio de Janeiro - Campos disse que irá "aguardar tranquilamente" o debate interno do PPS para, "no tempo certo", o PSB-Rede poderem conversar com o PPS. Ele disse que deverá ter um encontro com o presidente nacional do partido, Roberto Freire, "nos próximos dias".
Presidente nacional do PSB, Campos reiterou que na próxima quinta-feira, 28, será lançado. na internet, o documento de referência do PSB-Rede sobre um programa de governo a ser debatido com a sociedade em todo o País. "Nosso pessoal desenvolveu uma plataforma que vai permitir que o debate, daqui para frente, possa ter a contribuição de pessoas da sociedade, da academia, do movimento social, que vão poder sugerir, apontar um olhar de cada região do Brasil, de cada ponto, que será importante para a construção do programa de governo do PSB e da Rede".
Morte criança
O governador delegou ao secretário estadual de Saúde, Antonio Figueira, comentar a possibilidade de o Estado de Pernambuco vir a ser processado como responsável pela morte de uma criança que tinha o remédio prescrito para seu tratamento fornecido - por decisão judicial - pelo Estado. Houve atraso na entrega do medicamento e a criança morreu neste fim de semana. O Ceprotin é fabricado por uma única empresa, no continente europeu.
O menino, de um ano e quatro meses de idade, sofria de trombofilia, deficiência rara na coagulação por falta de proteína C. Ele já havia perdido a visão e parte do pé antes da prescrição médica do Ceprotin, que passou a ser fornecido pelo Estado em dezembro do ano passado. Figueira lamentou o óbito e assegurou ter havido todo o empenho no fornecimento do medicamento, que, segundo ele, não tem eficácia comprovada. No Brasil há apenas um outro caso de prescrição do Ceprotin, na Bahia, Estado que chegou a emprestar o medicamento a Pernambuco.
A burocracia para a importação do medicamento, aliado à mudança da posologia - de duas para quatro ampolas diárias - foram apontadas como o motivo do atraso. O Estado chegou a fornecer 780 ampolas, com gasto de R$ 2 milhões. Os pais da criança, Eduardo e Gerleyne Lacerda moram em Escada, na zona da mata Sul e estão revoltados.

