Nesta quinta, presente no mesmo evento que Perillo, Anastasia reforçou: "a questão do palanque duplo é uma figura um pouco estranha. É difícil explicar ao eleitor, num dia você está com um candidato, no outro está com outro candidato. Isso tem que ser melhor definido".
Lideranças do PSB e do PSDB tem conversado sobre a possibilidade de coligações regionais nos Estados, a despeito da disputa presidencial. Há locais críticos, como o Estado de São Paulo, onde Aécio resiste a ceder espaço no palanque ao grupo de Campos. Parte do PSB paulista, como o dirigente estadual da sigla, Márcio França, contudo, defende o apoio a Alckmin. Eduardo Campos e Aécio Neves, neste caso, teriam que dividir o espaço. A questão em São Paulo tem mais um fator de complicação: a ex-senadora e agora correligionária de Campos, Marina Silva, defende o lançamento de nome próprio do partido.
Perillo foi enfático ao apontar que, em Goiás, Eduardo Campos se aliou a "adversários históricos" do PSDB e que "não tem cabimento" formar palanques duplos no primeiro turno. "É absolutamente salutar que esse tipo de pré-acordo (entre PSB e PSDB) exista, se quiserem chegar à Presidência. Se é para vencer a eleição, tem que haver entendimento de que, no segundo turno, o vencedor tenha apoio do vencido", disse o governador goiano, avaliando como positivas as conversas entre Aécio e Campos, desde que não interfiram no primeiro turno.
