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Procuradoria rescinde acordos de delação premiada para Wesley Batista e Francisco Assis

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Procuradoria rescinde acordos de delação premiada para Wesley Batista e Francisco Assis
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A Procuradoria-Geral da República divulgou nesta segunda-feira (26) a decisão que encaminhou aoSupremo Tribunal Federal (STF) de rescindir os acordos de colaboração premiada de Wesley Batista e Francisco de Assis e Silva, respectivamente sócio-proprietário e executivo da J&F.

De acordo com a PGR, trata-se de procedimento administrativo decorrente da constatação de que assim como Joesley Batista e Ricardo Saud, Weesley e Francisco descumpriram os termos da colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), infringindo as cláusulas 25 e 26 do acordo.

Segundo as investigações, os réus teriam deixado de informar ao MPF fatos ilícitos, como a prestação de serviços ao grupo empresarial pelo então procurador da República Marcelo Miller, o que configura corrupção ativa.

De acordo com a Procuradoria, Miller indicou que vinha conversando há algum tempo com os integrantes do grupo sobre as estratégias de negociação do acordo com autoridades norte-americanas e teria recebido R$ 700 mil pelos serviços prestados ao J&F entre fevereiro e março do ano passado.

Sobre o caso, a procuradora Raquel Dodge afirmou que mesmo que os quatro colaboradores da J&F que integravam o grupo 'não considerassem ilícitas as condutas de Marcelo Miller ou as suas próprias, tinham a obrigação de reportá-las ao MPF, em respeito ao acordo de colaboração firmado com a instituição'.

Wesley Batista ainda é acusado por conduta totalmente incompatível com a de colaborador da Justiça. Ele foi denunciado pelo MPF em São Paulo pelos crimes de uso indevido de informações privilegiadas e de manipulação do mercado.

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