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Apesar do ‘olhar’ de drones, ocupação irregular avança

RIO - Santuário ecológico com 194 quilômetros quadrados, a Ilha Grande, na Costa Verde fluminense, já começa a sofrer com possíveis desmatamentos e ocupações irregulares. Fotografias feitas por uma equipe do GLOBO na segunda-feira, comparadas com fotos da região disponíveis no Google Maps, mostram o avanço de moradias, por exemplo, na localidade conhecida como Rua das Flores, na Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios.

O secretário municipal de Ambiente de Angra, Mário Reis, já constatou a ameaça e busca uma solução para impedir que novas construções irregulares sejam erguidas. Segundo ele, a partir de 40 metros acima do nível do mar (a chamada Cota 40), não é permitida qualquer construção:

— Acima da Cota 40 é área congelada. Somente ocupações que surgiram antes do Plano Diretor de 1991 podem permanecer. A Ilha Grande ficou um pouco abandonada. Assumimos com a prefeitura quebrada. Ela funcionava somente meio expediente. Não é só a Rua das Flores que enfrenta o problema de invasões. O Saco do Céu também. Compramos um drone e, com a ajuda de uma lancha, estamos realizando o monitoramento da região. Fazemos o mesmo na Vila do Abraão, duas vezes por semana. Além disso, entramos com ações cíveis na Justiça para demolir as residências irregulares. As que são flagradas em construção derrubamos imediatamente.

De acordo com Reis, o cinturão verde de proteção à Mata Atlântica foi desconfigurado:

— Há ocupações em áreas proibidas.

A atual gestão do Parque Estadual da Ilha Grande também afirma que faz o monitoramento da área com agentes, embarcações e drones.

— O Parque Estadual da Ilha Grande tem 120,5 quilômetros quadrados. Além disso, há a Reserva Biológica Praia do Sul , a Reserva de Desenvolvimento Sustentável e a uma APA (Área de Proteção Ambiental). É uma sobreposição de unidades de conservação. Mas, via de regra, o que é menos restritivo é exatamente essa parte mais adensada, voltada para o continente — explica o gestor do parque, Tércio Barradas.

Os moradores da Vila do Abraão estão incomodados com a situação. Só na localidade há 64 agências de turismo legalizadas e irregulares. A preocupação da associação de moradores é que a grande oferta atraia mais pessoas para a ilha, favorecendo a ocupação desenfreada.

Nos últimos dois meses, fiscais do Parque Estadual da Ilha Grande multaram 31 pessoas por infrações ambientais.

Apreensões de drogas e armas nas rodovias aumentam

O número de armas e munições apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal nas estradas do Estado cresceu mais de 80% nos primeiros nove meses de 2018, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A maior parte delas, segundo a corporação, é importada. Este ano, já foram apreendidas 272 armas, incluindo 158 pistolas e 60 fuzis, e 76.881 balas de diversos calibres.

De janeiro a setembro de 2017, policiais rodoviários federais apreenderam 145 armas no Rio e 41 .907 projéteis no estado.

Em fevereiro, cerca de 40 mil projéteis oriundos da Bolívia e do Paraguai foram apreendidos numa picape durante uma blitz na Via Dutra. O destino da munição, e de fuzis e pistolas que faziam parte do carregamento, era o Complexo da Maré, segundo investigadores. O material estava escondido dentro de cilindros, que foram abertos com ferramentas industriais.

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