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PF confirma que recolheu imagens de 16 câmeras do Museu Nacional para auxiliar nas investigações

RIO - Policiais federais do Rio confirmaram na tarde desta terça-feira que foram recolhidas imagens de cerca de 16 câmeras do circuito interno do Museu Nacional. O material foi resgatado na central de mídia, no domingo, quando um incêndio de grandes proporções destruiu cerca de 90% de todo acervo. As investigações já começaram e um inquérito foi instaurado no próprio domingo por determinação do delegado Ricardo Saadi, superintendente da PF no Rio. O caso foi entregue à Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph) da PF do Rio.

A recuperação de imagens e o depoimento de testemunhas, como os quatro vigilantes que estavam trabalhando no domingo, já estão sendo analisados pelos policiais federais. Dois peritos da PF, de Brasília, foram deslocados para o Rio. Eles são do Instituto de Criminalística da PF e especialistas em investigações de incêndio e treinados para identificar suas causas. Os dois irão de juntar a mais quatro peritos do Rio, todos federais, com especialização em investigações semelhantes.

Uma previsão otimista dos policiais federais estima em pelo menos dois dias para eles começarem de fato o trabalho de perícia local. Até o momento, além de depoimentos, os policiais federais entraram no prédio apenas para uma inspeção superficial. Já há uma suspeita de que o fogo, pelos relatos dos seguranças e outras testemunhas, tenha começado no segundo andar.

Segundo policiais federais revelaram, a perícia mesmo só vai começar depois de algumas medidas de segurança: é necessário, por exemplo, fazer o escoramento de parte da estrutura que ainda ameaça desabar. Alem disso há focos de incêndio na edificação, o que torna o trabalho bastante arriscado no momento.

Tanto os policiais, como os próprios funcionários do museu disseram ao GLOBO que é impossível no momento arriscar qualquer palpite sobre as causas do incêndio.

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