Crises de ansiedade, suor excessivo, isolamento, pesadelos, taquicardia, explosões de raiva , ataque de pânico ou choro descontrolado. Essas são algumas das reações enfrentadas por quem sofre de transtorno do estresse pós traumático (Tept). O problema pode ser classificado como um distúrbio emocional e tem causas variadas como explica Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde:
“O estrese pós traumático é desencadeado por algum evento traumático, por exemplo: a morte de um ente querido, um acidente de trânsito, um assalto, uma queda, o rompimento de um relacionamento, ou seja, eventos não esperados, mesmo sabendo que algo desta natureza pode ocorrer, não esperamos”.
A pessoa que possui essa desordem psicológica e emocional geralmente apresenta crises de nervosismo só de lembrar da situação vivida. Com os nervos à flor da pele, ela geralmente busca se distanciar das demais pessoas e, por isso, acaba se tornando antissocial ou dita como “melindrosa”. Sarah explica que esse “trauma” que se instaura na vida do indivíduo dificilmente é superado, na maioria das vezes ele é apenas amenizado, ou seja, você aprende a conviver com ele, porém, sempre em alerta:
"É possível viver com a doença, mas viver bem, não. É um incômodo muito grande o indivíduo estar sempre temendo um novo evento, como se o que não esperava que pudesse acontecer, agora, após o trauma, ele espera que aconteça a todo tempo. Espera-se que em cerca de 90 dias os sintomas do estresse pós-traumático se estabilizem e seu funcionamento cerebral retome eu curso, porém, é preciso saber que, caso uma situação ocorra novamente, o Tept poderá retornar, ou em alguns caos, dentro de uma pré-disposição, este quadro poderá evoluir para outros transtornos”.
E, dependendo do grau do transtorno, um psiquiatra pode ser indicado para acompanhar o caso. Medicação via oral e terapias também costumam ser indicadas para deixar a pessoa que sofre do transtorno mais calma e com o foco longe das lembranças que podem lhe causar medo e desespero.

