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Inteligência artifical, CPFs de políticos e muita corrupção

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O desenvolvedor brasileiro Bruno César colocou em funcionamento uma ferramenta baseada em inteligência artificial capaz de cruzar dados públicos de órgãos como TSE, IBGE e Banco Central para mapear relações entre agentes públicos, familiares, empresas e contratos. A tecnologia conecta CPFs a estruturas societárias e vínculos indiretos, revelando possíveis conflitos de interesse e indícios de irregularidades — um avanço que já desperta apreensão nos bastidores políticos.

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Segundo o próprio criador, a plataforma já contribuiu para identificar casos de funcionários fantasmas e suspeitas de direcionamento de emendas parlamentares. O sistema combina múltiplas camadas de IA para normalização e análise dos dados, operando sobre um banco gráfico Neo4j que permite visualizar redes complexas de relacionamento. Com processamento robusto em servidor de alta capacidade, o volume de informações analisado é significativo.

Entre os episódios mapeados pela ferramenta estão situações em que verbas de emendas parlamentares teriam sido direcionadas a municípios cujos contratos posteriormente beneficiaram empresas ligadas a parentes de congressistas. O cruzamento de bases oficiais também identificou indícios de funcionários fantasmas e repasses federais a instituições de ensino com cadastros considerados inconsistentes, levantando suspeitas sobre a regularidade dessas operações.

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Integrada ao projeto Brazilian Accelerationism, a iniciativa pretende lançar uma versão beta voltada a jornalistas, ONGs e órgãos de controle, ampliando o alcance das investigações independentes. A possibilidade de tornar o código aberto amplia ainda mais o impacto potencial da ferramenta — e acende um sinal de alerta em setores que tradicionalmente operam longe do escrutínio tecnológico.

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