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Benefícios dos crucíferos

- Os compostos fitoquímicos compreendem as vitaminas e compostos fenólicos como os flavonóides e os polifenóis. Esses compostos estão presentes nos vegetais da família das Brássicas, os crucíferos, como a Couve de Bruxelas e o brócolis. Dentre eles estão os glicosinolatos responsáveis pelo sabor amargo desses vegetais e por ter efeito pesticida natural. Os vegetais contém os precursores desses glicosinolatos, como por exemplo a sinigrina e progroidina. A microbiota intestinal converte esses glicosinolatos em isotiocianatos conhecidos por sua função anticarcinogênica devido a indução de enzimas citoprotetoras. Os isotiocianatos são responsáveis pela regulação da codificação dos genes de proteínas que protegem as células contra o estresse oxidativo e a inflamação. É importante ressaltar que esse resultado só ocorre em crucíferos crus e não cozidos, já que nos cozidos ocorre a inativação das enzimas. Os pesquisadores relatam que a eficiência de conversão dos glicosinolatos para isotiocianatos é melhor durante o dia do que durante a noite e, por isso acreditam que a ritmicidade circadiana influencie diretamente no poder de prevenção contra o câncer, devido ao ciclo diário das enzimas envolvidas no reparo do DNA danificado. Eles concluem que a microbiota intestinal apresenta papel crucial nessa conversão e consequentemente na ação anticancerígena. Referência: FAHEY, J.W. et al. Protection of humans by plant glucosinolates: efficiency of conversion of glucosinolates to isothiocyanates by the gastrointestinal microflora. Cancer Prevention Research, 2012. RUSSO, M. et al. Phytochemicals in cancer prevention and therapy: truth or dare? Toxins, v.2, p.515-551, 2010. Por Joyce Rouvier

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