Após ter sido informado de que seria desligado da empresa, o funcionário teria feito ameaças no interior da empresa, e então seu superior se dirigiu à delegacia para informar o ocorrido.
Uma pessoa morreu e ao menos outras nove foram internadas após supostamente terem ingerido a cerveja Belorizontina, da Backer. Uma substância presente em lotes da bebida é suspeita de ter relação com os sintomas apresentados por essas pessoas, que incluem insuficiência renal, alterações neurológicas, vômitos e náuseas.
Em sua nota, a Polícia Civil afirma que o supervisor da Backer não foi à delegacia dar continuidade a uma ação penal e que, por isso, não foi instaurado um termo circunstanciado de ocorrência. Dessa forma, não houve evolução do caso.
A polícia não detalhou as ameaças e não explicou se podem ter relação com a intoxicação, mas destacou que "não descarta nenhuma possibilidade" em sua investigação.
A assessoria de imprensa da Backer afirma ter se tratado de um boletim de ocorrência "entre particulares".
Segundo a Polícia Civil mineira, a substância dietilenoglicol foi encontrada em amostras de cerveja pilsen Belorizontina, nos lotes L1 1348 e L2 1348. A substância química é usada para evitar que líquidos congelem e impedir que evaporem.
A Backer divulgou duas notas, na sexta-feira (10), reiterando que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos. A diretora de marketing da cervejaria, Paula Lebbos, anunciou que as atividades da empresa seriam paralisadas no sábado (11) para análise de operação e processos.
Afirmou ainda que irá recolher, caso seja de interesse do consumidor, outros lotes da cerveja Belorizontina, mesmo que não sejam os lotes L1-1348 e L2-1348, a partir de segunda (13). Nesse caso, o cliente, de porte do cupom fiscal da compra, deve procurar o estabelecimento comercial onde adquiriu o produto e fazer a devolução. Ele será ressarcido no momento da devolução.
Na sexta-feira (10), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou o fechamento da Cervejaria Backer.
A Backer está presente em 11 estados brasileiros, entre eles São Paulo, Rio, Bahia e Espírito Santo, além de Minas. A cerveja é amplamente consumida em Minas Gerais e venceu premiações internacionais, como a Copa de Cervezas de America.
Auditores fiscais federais agropecuários seguem apurando as circunstâncias em que ocorreram a contaminação. A polícia instaurou na quinta ação cautelar e informou que várias frentes de ação serão adotadas. A investigação está na fase inicial, e segundo a polícia, não há informação se foi intencional.
A situação é grave, e os consumidores estão expostos a risco, afirma Amauri da Mata, promotor do Procon Estadual.
O primeiro caso notificado data de 30 de dezembro.
