BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (30) prevê bônus de R$ 667, a serem pagos por seis meses, para médicos residentes que atuarem o combate ao novo coronavírus. A medida, divulgada no Diário Oficial da União, prevê a oferta de benefício também para outros profissionais que estejam cursando residência na área da saúde. A residência é a etapa de formação para que um profissional adquira o título de especialista em determinada área. Segundo a portaria, o bônus valerá para profissionais que estejam em programas de formação custeados pelo Ministério da Saúde e outros órgãos públicos estaduais ou municipais, além de entidades filantrópicas. O objetivo é aumentar a oferta de profissionais e reduzir o tempo de espera em UPAs (unidades de pronto-atendimento) e emergências hospitalares. Nos últimos dias, o ministério já tinha publicado um recrutamento para estudantes de medicina e de outras áreas da saúde. Aqueles que estiveram em etapa de estágio obrigatório devem participar dos atendimentos. Já aqueles que estiverem em outros anos do curso podem se inscrever como voluntários para exercer funções de apoio. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também já chegou a afirmar ter intenção de antecipar a formatura de estudantes de medicina para reforçar os hospitais no combate ao novo coronavírus. Nós vamos antecipar, agora, os meninos do sexto ano [de medicina] que falta um mês, dois meses para se formar. Vamos acelerar. Esse meninos são jovens, eles não têm experiência, mas podem fazer uma parte do atendimento. Não para colocá-los no CTI, mas eles podem ajudar muito, disse em videoconferência com prefeitos no dia 22 de março. Na mesma ocasião, o ministro já havia afirmado que o governo daria uma ordem para que hospitais treinem médicos residentes que hoje cumprem funções em outras áreas para atuarem em CTIs. Segundo ele, o país tem hoje cerca de 70 mil desses profissionais recém-formados que poderiam ser aproveitados no enfrentamento ao vírus. Questionado nesta segunda sobre o número de profissionais que poderiam ser incorporados com a nova portaria, o ministério não respondeu.