O texto protocolado pelo promotor Armando Brasil Teixeira descreve momentos em que as vítimas relatam comentários e ações de cunho sexual promovidos pelo major Ibsen Loureiro de Lima.
De acordo com o documento, um dos episódios ocorreu quando uma cabo que atua como secretária foi a uma máquina de xerox para retirar uma folha de papel e foi encurralada pelo denunciado, que investiu contra ela.
Ainda segundo a denúncia, Lima também chegou a constranger a mulher dizendo que ela "ligava muito para o disque-sexo" enquanto chamava a atenção do batalhão sobre o gasto com material de escritório.
A mesma vítima também cita um momento em que o policial a chama de "gostosinha" e outro no qual ele se aproxima por trás dela, toca a sua cintura sem a sua permissão e faz o comentário: "Tu tá toda durinha."
A secretária afirma que nunca teve relação de amizade com o major, e que, desta forma, não deu qualquer abertura para que ele fizesse comentários do tipo ou tivesse tais atitudes.
O relato cita a presença de testemunhas nesses diferentes momentos, e que o major teria feito comentários de cunho sexual direcionados a outras mulheres do batalhão, como: "Tu não tá a fim de me dar um beijo, não?", "Tá frio, né? Tá bom pra fazer sexo, né?" e "Ah, morena. Se eu pudesse, ia mostrar pra ela."
"Instado a se manifestar, em seu termo de depoimento prestado perante o órgão correcional, [Ibsen] negou os fatos relatados pela denunciante e pelas demais policiais militares, afirmando que alguns dos acontecimentos teriam se dado em tom jocoso e que, somente assim, agia, tendo em vista o fato de ter intimidade com as interlocutoras", diz o texto da denúncia.
O promotor pede o afastamento do denunciado de suas funções e que a 2ª Promotoria de Justiça Militar do Pará apure o ocorrido.
