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Virada Cultural 2026 começa com frio, policiais à paisana e cancelamento de Rappin' Hood

Estadão

O maestro João Carlos Martins abriu oficialmente a programação da Virada Cultural 2026 no final da tarde deste sábado, 23, para um público ainda tímido no Palco Anhangabaú. O evento, que vai durar 24 horas, prevê mais de mil atrações espalhadas pela cidade e um público de 4 milhões de pessoas.

O show, que começou com meia hora de atraso e teve problemas de som no início, contou ainda com a presença no palco de Totó Parente, secretário Municipal de Cultura e Indústria Criativa, e da primeira-dama Regina Nunes, que é pré-candidata a deputada estadual.

O frio e a chuva podem prejudicar a Virada neste fim de semana, mas não impediram Emerson Kaue, de 21 anos, e Tamires Colin, de 28, de sair de casa e chegar cedo ao Centro para os shows que vão acontecer mais tarde - de Péricles e Luísa Sonza. "Vamos guardar lugar em pé para não perder nada", disse Emerson. Enquanto isso, curtiam a Quinta Sinfonia de Beethoven.

Após a apresentação de João Carlos Martins e já ao som da Mocidade Alegre, a campeã do carnaval paulistano de 2026 que foi escalada como segunda atração do palco, o prefeito Ricardo Nunes comentou as expectativas para esta edição do evento e ressaltou a questão da segurança.

Ele mencionou, à imprensa, que Polícia Civil, Militar e CGM estão com "um grande efetivo" nas ruas. "Isso, além da segurança particular, com as câmeras e drone. Também há pessoas no meio da população, que são policiais e estão ali à paisana. Você entra aqui e monitoramos com o Smart Sampa, então as pessoas podem vir com tranquilidade", disse o prefeito.

Questionado sobre realizar um evento desse em ano polarizado de eleição, ele disse que a política ficou de fora. "Não teve nenhuma vinculação ou separação para montar a grade de artista baseado na sua convicção política ou não. A gente sabe que, por exemplo, o João Carlos Martins é mais de centro, a Luísa Sonza é mais de esquerda, o Péricles, eu não sei nem para que lado ele está, mas o que tem é o compromisso da cidade para todos curtirem", disse, referindo-se a alguns dos convidados do palco onde ele estava. "O que interessa é que ele cante bem e faça as pessoas felizes. E que quem é de direita, de esquerda, de centro vai ter a cultura garantida."

Rappin' Hood cancela

Rappin' Hood, um dos destaques da programação do Centro Cultural São Paulo neste sábado, cancelou seu show. Em comunicado compartilhado nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Cultura e Indústria Criativa informa que o artista "foi internado por questões de saúde" e vai se afastar dos palcos "para focar em sua total recuperação".

A programação da Escola Municipal de Iniciação Artística Chácara das Flores, que aconteceria em sua área externa neste domingo, também foi cancelada. O motivo foi o volume de chuvas.

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