O município de Jutaí, recebeu a visita da deputada Vera Castelo Branco, onde na companhia do prefeito em exercício Paulo Coelho, presidente da Câmara Municipal, Edmar Ribeiro e demais vereadores trataram de assuntos ligados à questão fundiária nos municípios do Alto Solimões. A reunião contou ainda com a presença do vice-presidente da Frente, deputado Wanderley Dallas e de representantes de comunidades, piscicultores, agricultores e madeireiros.
Com a palavra, a deputada cumprimentou as autoridades, lideranças e o público presente se colocando à disposição do povo de Jutaí reiterando a necessidade da participação do povo nos trabalhos da Câmara Municipal, participação essa que se faz necessária para a execução das políticas públicas. Aos presentes, a deputada revelou que na capital do Amazonas há problemas contudo no interior há muito mais e tem que ser resolvidos.
A deputada destacou, também, que o deputado precisa sair da capital e efetuar visitas às comunidades sentindo de perto a necessidade da população que são muitas.
Com relação à regularização fundiária, a parlamentar reiterou que a raiz do problema da maioria dessas famílias, agricultores entre outros que vivem, exploram e cultivam a terra esbarra na necessidade de adquirir o titulo definitivo da área que, sem o mesmo, não adianta falar em programa “Zona Franca Verde”, que sem o mesmo nada vai acontecer, ou seja, isso só vai acontecer com a regularização fundiária. “A maioria dessas famílias que moram, plantam, cultivam a terra em Jutaí não tem o documento da terra”, completou a deputada, pedindo à população que se mobilize no sentido de cobrar das autoridades para reivindicar seus direitos.
Para a deputada, a regularização das terras para os agricultores se faz necessário e urgente, pois sem esse processo haverá sempre a dificuldade em conseguir financiamentos bancários que não ocorre por conta da titulação da terra que muitos não tem. O mesmo problema acontece com as associações comunitárias que ficam impossibilitadas de desenvolver suas atividades, assim como os piscicultores, numa prática crescente que ocorre no interior devido aos períodos de defeso fazendo com que barreiras burocráticas sejam criadas por entidades do governo.
A parlamentar destacou o excesso de burocracia criada por entidades governamentais para a implantação desses projetos e, para criar solução para essas associações, entrou em contato com o Banco da Amazônia para reduzir alguns entraves no sentido de dar novas oportunidades para as associações, ressaltando que o governo disponibiliza milhões em recursos para os agricultores, mais que os requisitos colocados para que consigam esses recursos dificultam o andamento dos projetos.

