A reforma política anunciada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada foi o tema tratado pelo deputado Sidney Leite na Assembleia Legislativa do Amazonas. Leite falou sobre o plano alternativo que será apresentado pelo presidente da Câmara Federal em contraponto ao plebiscito anunciado pela presidente. “A formação de uma comissão da Câmara Federal após esse anúncio para apresentar uma proposta de reforma política já significa um avanço, visto que há muito não se falava em reforma política no País nem em outras reformas que o Brasil precisa”, avaliou.
Sobre o interesse da não realização desta reforma, o deputado reconhece que a situação pode parecer cômoda. “É muito cômodo deixar a situação do jeito que está e a população não ter a oportunidade de debater e discutir. Se a reforma política acontecer vai contrariar muitos interesses. Nós não podemos mais estar pautados no discurso político”, salientou.
O parlamentar também reprovou a justificativa dada por um marqueteiro do planalto aos ministros de Estado, de que o Governo Federal sente dificuldades em administrar os nichos da administração estadual. “Assim, fica implícito de que a crise econômica por que passa o País é responsabilidade exclusiva dos governos estaduais”, declarou.
O posicionamento de Leite recebeu o apoio dos parlamentares Abdala Fraxe e Marcelo Ramos que mostrou indignação. “Que país é este em que um marqueteiro orienta ministros sobre crise política e econômica?”, questionou Marcelo Ramos.
Sidney Leite também salientou a importância de unificar as eleições no País e de debater medidas para diminuir o impacto da alta do dólar no funcionamento da Zona Franca de Manaus.

