A viagem do governador Omar Aziz (PSD) ao município de Apuí, no Sul do Amazonas, onde foi anunciar parcerias e outros investimentos à administração municipal foi destacada pelo deputado estadual Marco Antonio Chico Preto (PSD) em seu pronunciamento da tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas.
Em Apuí, disse Chico Preto, o governador Omar Aziz fez uma série de anúncios que vão dinamizar a administração local principalmente no setor agrícola. Contudo, o que mais lhe chamou a atenção foi uma ação que se pode dizer, não muito correta, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, do Estado de Rondônia, que ali se fez presente.
Segundo Chico Preto, o Ibama está levando constrangimento tanto ao Governo amazonense como à população local, ao agir de forma equivocada no município de Apuí e no Distrito de Santo Antônio de Matupi, no município de Manicoré. Nessa área o Ibama de Rondônia está desconsiderando a governança estadual do Amazonas e, numa ação “espetaculosa”, mandou apreender máquinas e equipamento de produtores rurais brasileiros que tem como único objetivo produzir alimentos naquelas terras levando desenvolvimento para aquela região gerando emprego e renda para a população local.
De acordo com o deputado o Ibama de Rondônia em total desrespeito ao Governo do Amazonas, ignorou completamente o Cadastro Ambiental Rural do Amazonas aprovado nesta Casa e que regulamenta o trabalho dessas pessoas que para lá se deslocaram para trabalhar, tratando-os como bandidos.
Para Chico Preto, o Ibama rondoniense deve passar por uma profunda reflexão na Assembleia Legislativa, com uma ação política e firme para impedir que esse órgão não repita mais esse tipo de ação, indistintamente. “O Ibama pode até ter realizado uma ação onde pegou pessoas fazendo a coisa errada, mas colocou no mesmo bojo muitos trabalhadores que tinham sua situação absolutamente regular. A ação realizada por eles perde seu propósito quando esse órgão não consegue diferenciar quem cumpre a regra estabelecida no Estado, quem regularmente está inscrito no CAR e cumpre com suas obrigações fiscais, sociais, trabalhistas e ambientais colocando todo mundo no mesmo paneiro e sai a constranger a todos”.

