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Dia das Mães, economistas alertam para os riscos do endividamento

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Especialistas trazem dicas que vão ajudar consumidores a comemorar a data com equilíbrio e sem prejuízos futuros

Às vésperas do Dia das Mães, comemorado neste domingo, milhares de consumidores vão às compras para escolher um presente no comércio local, que deve faturar R$ 119 milhões com a data, segundo pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus.

Atento aos riscos do consumo desenfreado e do possível endividamento das famílias, o Conselho Regional de Economia traz dicas que vão ajudar o consumidor a comemorar a data com equilíbrio e sem prejuízos futuros.

De acordo com o presidente da instituição, economista Marcus Evangelista, o primeiro item a ser observado é o orçamento doméstico. O especialista lembra que, ao analisar sua real capacidade financeira, o consumidor saberá qual o limite disponível para novos gastos.

“É imprescindível que o comprador respeite essa margem. Se a disponibilidade for de R$ 200, por exemplo, ele deve procurar fazer suas despesas dentro desse teto. Mas, se o consumidor extrapolar, há duas situações possíveis: Ou ele não pagará a nova dívida ou vai falhar com outro compromisso mais importante de seu orçamento”, pondera.

Marcus comenta que grande parte das famílias ainda não possui orçamento doméstico e que esta é a principal causa dos gastos desenfreados. No entanto, ele afirma que a preparação dessa ferramenta é muito simples e pode ser feita em uma folha de papel ou em um programa de computador que disponibiliza planilhas (Excel, por exemplo).

Pesquisar faz diferença

Para aquelas pessoas que já sabem o produto que vão comprar para sua mãe ou esposa, o dirigente reforça que pesquisar os preços em pelo menos dois estabelecimentos pode fazer uma grande diferença no bolso. Outra recomendação do economista é que os compradores optem pela modalidade de pagamento à vista e evitem o parcelamento.

“Como o Dia das Mães já é uma data do calendário anual, o ideal seria que o consumidor se programasse para comprar com dinheiro mesmo. Mas, caso não tenha feito esse planejamento, ele pode usar o cartão de crédito com prudência. Vale frisar que o valor da parcela mensal precisa estar dentro do orçamento”, destaca.

Quite débitos antigos

Apesar da vontade de presentear, muitos consumidores já estão endividados. Quem confirma esse quadro é a Confederação Nacional do Comércio, que divulgou que 62,5% das famílias brasileiras terminaram o ano de 2013 endividadas. Na comparação com 2012, o número médio de famílias endividadas cresceu 7,5% (dados do “Perfil do Endividamento das Famílias Brasileiras em 2013”).

Nesses casos, o presidente do Corecon-AM aconselha que a melhor decisão é evitar novas compras e priorizar a negociação da dívida, principalmente se a pendência for com as operadoras de cartão de crédito. “As financeiras de cartão praticam os juros mais altos do mercado. As taxas chegam a 200% ao ano”, diz.

Para aqueles que estão endividados, mas não abrem mão de presentear, Marcus Evangelista afirma que o gesto pode ser feito com um produto simbólico. “Mais importante que o presente material é o carinho que o filho pode dedicar todos os dias a sua mãe”, diz.    

Cinco dicas do Corecon-AM para um consumo equilibrado:

1.Tenha cuidado com a emoção na aquisição do presente; antes de sair às compras, observe o orçamento doméstico e verifique o limite disponível para os gastos;

2.Escolheu o produto? Pesquise os preços em mais de um estabelecimento. Há uma divergência grande de valores entre uma loja e outra;

3.Compre à vista; o cartão de crédito é um dos principais indutores do endividamento;
 
4.Se for comprar a prazo, certifique-se de que as parcelas serão compatíveis com a sua capacidade de pagamento;
 
5.Quite primeiro suas dívidas antigas antes de criar novas despesas. Procure fazer algo simbólico ao invés de comprar presentes caros.

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