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Energia de qualidade para a Copa do Mundo preocupa

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Com base em relatório divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apontando que metade das 12 cidades que vão sediar a Copa do Mundo de 2014 corre o risco de não ter energia para atender as arenas e os demais estádios, o deputado Sidney Leite (PROS) denunciou, da tribuna da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (8), que em Manaus a situação é bem pior, porque mesmo antes da Copa a falta de energia já está prejudicando o Hospital de Medicina Tropical que é referência em doenças endêmicas na América do Sul.

O motivo, segundo Sidney Leite, é que quando há jogos na Arena da Amazônia falta energia no Hospital Tropical, e o pior é que isso ocorre justamente nos dias de domingo. “O Hospital Tropical é um centro de medicina hitech, pois funciona todo integrado numa plataforma tecnológica, onde o acompanhamento dos atendimentos médicos não percorre meio físico, mas sim o meio digital. E quando acontece desligamento de energia para atender a Arena, há uma desprogramação de toda a estrutura de funcionamento do hospital”, disse.

Para o deputado, falta em Manaus a garantia de uma energia de qualidade. “Assunto esse que ao longo dos últimos três anos já foi discutido várias vezes, assim como de uma distribuição com eficiência e com qualidade, não só para atender ao Polo Industrial da Zona Franca, mas para atender aos consumidores da cidade”.

Sidney Leite lembrou que com o anúncio da construção do gasoduto Coari-Manaus, ele teve esperança de que a situação da energia elétrica melhorasse no Amazonas. Mas o parlamentar lamentou que até hoje a geração de energia ainda não seja feita 100% a partir do gás natural de Urucu. “Além disso, a obra que era para custar menos de R$ 2 bilhões, saiu por mais de R$ 5 bilhões. E até hoje não há nenhuma justificativa nem para o povo amazonense, nem para o povo brasileiro”, disse.

O deputado argumentou que o Linhão de Tucuruí já chegou em Manaus, mas não tem ainda a conversão completa para a produção de energia a partir da matriz do gás. Além disso, segundo Sidney Leite, o Amazonas está na iminência de ser o 3º pior Estado na execução do programa Luz para Todos. “Nós só ganhamos da Bahia e do Pará, e não é por falta de vontade e do comprometimento da direção local, mas porque não há recurso disponibilizado para garantir esse programa”, denuncia.

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