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Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado completa 40 anos

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A Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, órgão do Governo do Amazonas, completa 40 anos em 31 de março. A instituição está planejando uma programação especial para a data, que inclui a inauguração da primeira enfermaria de isolamento respiratório da região Norte, destinada a aprofundar o estudo da Tuberculose. A iniciativa permitirá a execução de pesquisas sobre a doença, bem como a realização de testes com novas drogas, para o tratamento da infecção. A programação do dia 31 inclui, também, homenagens a fundadores, cofundadores, parceiros e profissionais que contribuíram para a consolidação do órgão, que é atualmente unidade de referência em assistência, ensino e pesquisa em doenças infectoparasitárias e tropicais, em nível nacional e internacional. A FMT-HVD ainda irá intensificar, na data da fundação do órgão, o serviço de testagem rápida para HIV/Aids.

Ao completar 40 anos, a FMT-HVD também faz um balanço das contribuições do órgão na área de doenças tropicais e infecciosas para a saúde pública do Amazonas e do Brasil. O secretário estadual de saúde, Wilson Alecrim, ressalta que a criação da FMT-HVD, quatro décadas atrás, é considerada um divisor de águas para a saúde da população amazonense, tendo em vista que marca o início da assistência médica voltada para doenças tipicamente amazônicas. “Naquela época, o desafio era enorme. No panorama mundial, as doenças com as quais a Medicina convivia tinham o peso equivalente ao hoje representado pelo câncer. A chegada da instituição naquele cenário representou, portanto, uma solução para as enfermidades que assolavam a saúde da população, porque não havia vacina para a maioria delas”, frisa. Alecrim integrou o grupo de profissionais que atuou na implantação do antigo Hospital de Moléstias Tropicais, em 1974, atualmente FMT-HVD. O trabalho de implantação foi liderado pelos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Carlos Telles de Borborema e Heitor Vieira Dourado, que hoje dá nome ao órgão.

Também integrou o grupo que atuou na implantação do órgão, a atual diretora-presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim. Ao avaliar as contribuições da Fundação para a saúde da população, ela destaca que a instituição também se tornou, no decorrer dos anos, uma das unidades sentinelas do Ministério da Saúde, para estudo e validação de métodos de diagnóstico e terapêuticas inovadoras que nortearam a incorporação de novos protocolos de assistência na saúde pública de todo o Brasil, especialmente nas áreas de diagnóstico de HIV/Aids e tratamento da malária.

A diretora destaca que uma das características importantes do órgão é que veio ampliando seu campo de atuação assistencial, com o passar dos anos. “A FMT-HVD também foi a primeira, entre as fundações do Governo do Estado, a se voltar para a missão de prestar assistência médica, ao mesmo tempo em que desenvolve pesquisa científica e executa programas de formação de recursos humanos, em todos os níveis – do jovem cientista até o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, que oferece formação em nível de Mestrado e Doutorado, nessa área”, afirma.

História – Os médicos e professores Heitor Vieira Dourado e Carlos Telles de Borborema reuniram um grupo de estudantes, em 1970, para dar início ao projeto, cujo objetivo era tratar doenças tropicais. A equipe, comandada pelos professores, começou atuando em uma estrutura improvisada e com apenas 10 leitos no Hospital Getúlio Vargas. Em 1974, o projeto ganhou razão social – Hospital de Moléstias Tropicais – e endereço próprio, na avenida Pedro Teixeira, nº 25, D. Pedro, onde funciona até os dias atuais. Neste endereço, Dourado e Borborema construíram com o suporte do governo estadual da época a estrutura física do então Hospital de Moléstias que contava com pouco mais de 50 leitos. No decorrer de 4 décadas, a estrutura foi ampliada e hoje a FMT-HVD conta com área construída de aproximadamente 20 mil metros quadrados. O órgão é referência nacional e internacional em diagnóstico e tratamento de doenças infectoparasitárias e tropicais, além de desenvolver pesquisa e ensino, com atuação pioneira nessa área.

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