O caso envolvendo o assassinato do policial Raylen Caldas Gomes, em 2 de dezembro de 2009, pode terminar de forma melancólica, se prosperar a ação do acusado, Leandro Guerreiro, de que a esposa da vítima, ao pedir indenizaçao por dano moral e material, estaria litigando de má fé.
O empresário Leandro Guerreiro, que responde a processo na 2ª Vara do Tribunal do Júri pela morte do policial civil Raylen Caldas Gomes, morto com um tiro no rosto no dia 2 de dezembro de 2009, está contestando a ação de indenização interposta em agosto do ano passado pela viúva da vítima, Maria do Perpétuo Socorro Coelho Feijó.
A viúva esta pedindo R$ 7 milhões, por danos morais e materiais. A indenização é solicitada em favor de seus três filhos menores, que ficaram órfãos com a morte do pai. Leandro nega que tenha cometido crime doloso e afirma que a vítima não se comportou como policial e que atirou em Raylen porque pensou ser um assaltante. Na contestação, os advogados do empresário dizem que o policial agiu de forma agressiva, dando "azo a interpretações errôneas" do acusado, que acabou atirando.
O pai de Leandro, o empresário Mário Guerreiro, também ingressou com contestação contra o pedido de Maria do Perpétuo Socorro, que pede pensão de R4 3 mil. Guerreiro acha pedido descabido. Veja documento abaixo.
No entendimento da advogada Simone Rosado Maia Mendes, do escritório Chíxaro Cavalcante Arantes, a ação é improcedente. A advogada acusa a esposa do policial assassinado pelo empresário de "litigância de má fé", alegando que apresentou história inverídica "com o objetivo de potencializar os possíveis ganhos provenientes da ação", e pede que a viúva seja condenada.
Entenda o caso
O policial civil Raylen Caldas Gomes foi morto em 2 de dezembro de 2009 depois de uma discussão com o vigilante Francisco Augusto Vieira Magalhães, dentro da loja Word Micro, localizado no Boulevard Amazonas.
O autor do crime, de acordo com depoimento da esposa da vítima Maria do Perpétuo Socorro, foi o empresário Leandro Guerreiro, que teria atirado a sangue frio no policial, depois de sair de sua sala e se deparar com Raylen, no interior da loja.
Maria do Perpétuo Socorro Coelho Feijó, viúva do policial civil Raylen Caldas Gomes, m ingressou com ação de indenização contra o empresário. Ela esta pedindo R$ 4 milhões, por danos morais e materiais em 2010. A indenização é solicitada em favor de seus três filhos menores, que ficaram órfãos com a morte do pai. Veja documento



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