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Influencer critica Zona Franca e xinga manauaras de 'índios filhos da p': 'Fábricas em cima de árvores'

Manaus/AM - Gabriel Silva, um homem que se identifica como influenciador digital, causou uma onda de revolta ao usar suas redes sociais para proferir uma série de críticas ao modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM) e ofender diretamente os trabalhados do Polo Industrial e a população local chamando-os de "índios filhos da p***", na noite desta segunda-feira (11).

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Em manifestação pública, o influenciador questionou a viabilidade logística do Polo Industrial de Manaus, afirmando que as unidades fabris "não servem para nada" e que o modelo encarece os produtos nacionais. Contudo, a controvérsia escalou quando o autor utilizou termos pejorativos e ofensas de baixo calão, como "índios filhos da p***", para se referir aos cidadãos e trabalhadores amazonenses.

“Meu irmão, quem foi o corno que inventou de colocar um monte de fábrica que não fabrica nada lá no c* do mundo, na casa do cara***, lá em Manaus? Se estes produtos viessem da China, seria melhor. Ai vem os produtos, que eles não fabricam porra nenhuma, eles montam (....) Aí as pessoas tem que pagar muito mais caro porque a gente tem que ficar empregando estes índios filhos da p***”, disse Gabriel.

Silva afirmou ainda, de forma totalmente equivocada e fora da realidade, que as indústrias operam "em cima de árvores", o que evidencia desconhecimento acerca da infraestrutura urbana e tecnológica da capital amazonense, uma das maiores economias do Brasil.

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" Ai eles montam os produtos em Manaus com as fábricas tudo em ‘cima de árvores’ para depois enviar para São Paulo e daqui vende". Ele disse ainda que a logística do Amazonas é péssima e chamou a região de "c* do mundo", afirmando que o Brasil não cresce por conta da escolha de produzir itens de consumo no estado.

“Aí você ver porque o Brasil está uma merda. A Zona Franca de Manaus deixa os produtos mais caros. Os produtos estão muito mais caro porque as fábricas estão lá no meio das florestas. Os carros, as motos que são montadas lá, tem que atravessar o Brasil inteiro para poder chegar nos estados que realmente vende para ajudar um estado, uma região específica. Uma logística falida. Ai o cara vem ‘ai não pode falar da minha Manaus, ai porque a Zona Franca gera muitos empregos’, ironizou em outro trecho.

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O ponto é que encarece o produto, pronto, acabou. Ai todo mundo tem que pagar mais caro porque vocês querem emprego”, provocou. Gabriel ainda criticou os manauaras que reagiram afirmando que a população tem baixo QI e não possui argumento porque depende inteiramente da Zona Franca.

Especialistas e dados do setor produtivo refutam as alegações do influenciador, destacando pontos fundamentais do modelo:

Empregabilidade: O Polo Industrial de Manaus é responsável por mais de 400 mil empregos diretos e indiretos.

Preservação Ambiental: A existência da ZFM é reconhecida como um fator estratégico para a manutenção de mais de 90% da cobertura florestal do estado do Amazonas.

Estrutura Industrial: Atualmente, o modelo reúne mais de 500 indústrias em plena atividade, consolidando-se há 59 anos como um caso de sucesso em desenvolvimento regional.

A conduta do influenciador foi amplamente classificada por internautas e lideranças locais como xenofobia, caracterizada pelo preconceito contra a procedência regional. O episódio gerou mobilização em defesa da imagem do Amazonas, reforçando que críticas ao modelo econômico não devem ultrapassar os limites da legalidade e do respeito à dignidade humana.

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