
O Ministério Publico do Estado do Amazonas está pedindo a indisponibilidade dos bens do deputado Ricardo Nicolau, do diretor da Assembleia Legislativa do Amazonas, Wander Araújo Mota, do procurador Vander Reis Góes, do presidente da Comissão Especial de Licitação, João Henrique Auler Ir, além de Maria Francinefe Q. da Silva, Sônia Maria da Silva Figueira, Francisco de Oliveira Lima e dos proprietários da RD Engenharia, Denise Borges Stopatto e Romero Reis, que poderão ter o sigilo fiscal quebrado. Eles são acusados de fraude em licitação, peculato, litigância de má fé e outros crimes.
No centro da denúncia encaminhada ao Tribunal de Justiça do Amazonas, as obras do edificio garagem da Assembleia Legislativa, de onde teriam sido desviados mais de R$ 4 milhões. Vander Goes e Wander Mota poderão ser afastados dos cargos já esta semana - é o que recomenda o Ministério Público à Assembleia Legislativa. Vander é acusado de frustrar ou fraudar, mediante combinacão o procedimento licitatório. O MP pede a perda de mandato de Ricardo Nicolau, mas essa é uma decisão que caberá, se condenado, a Mesa Diretora da Assembleia legislativa, onde já está em estudo uma proposta de criação de CPi para apurar o caso.
A denúncia foi protocolizada na última segunda-feira, dia 3 e distribuída a Segunda Câmara Criminal, mas nesta quarta-feira o desembargador Djalma Martins da Costa, relator da matéria, determinou que os autos fossem encaminhados ao Tribunal Pleno, devido um dos denunciados ser o deputado estadual Ricardo Nicolau, que detém foro privilegiado.

