Os psiquiatras Francisco Assis de Souza Almeida e Célia Maria de Lima, do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, constataram em exame de sanidade mental que a doméstica Daiana Pires do Santos, acusada de cortar a barriga de Odete Pego Ferreira, que estava grávida de nove meses, para roubar-lhe o bebê, no dia 25 de setembro do ano passado, não é portadora de nenhuma doença mental.
No laudo encaminhado ao juiz Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, onde o processo tramita, os médicos afirmam ainda que Daiana não apresenta desenvolvimento mental incompleto e nem desenvolvimento mental retardado.
O exame de sanidade mental foi um pedido do advogado Francisco Boary, que entrou com a solicitação para avaliar o estado mental em que a doméstica se encontrava no dia que cometeu o crime.
Com o laudo nas mãos, Mauro Antony poderá decidir se Daiana será levada a Júri Popular ou não. Caso ficasse comprovado que a doméstica sofria de transtornos mentais quando cometeu o crime, ela não poderia ficar presa.
Entenda o caso
Daiana é acusada de ter atraído Odete Ferreira para a sua casa dia 25 de setembro do ano passado e, com uma lâmina de barbear, ter cortado a barriga dela, retirando o bebê em um parto forçado.
Em seu depoimento, Odete confirmou ter sido atraída por Daiana sob a promessa de que receberia da acusada algumas roupas para o bebê, mas terminou sendo atacada.
